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Notícia de Diarinho

Descobertas e pertencimento

Programa Chegando Junto da Prefeitura do Recife ajuda as crianças a se identificarem com os espaços de convivência e também serve para inserir mulheres da comunidade que atuam como ajudadoras

Publicado em: 30/11/2019 09:00

Encontros: As crianças aprendem e se divertem intensificando as relações interpessoais (André Rego Barros/PCR)
Encontros: As crianças aprendem e se divertem intensificando as relações interpessoais (André Rego Barros/PCR)

O período da vida compreendido do nascimento até seis anos de idade, chamado de primeira infância, é uma época sensível para o desenvolvimento de diversas habilidades. Nesta fase da vida, existe uma maior capacidade de transformação do cérebro devido aos estímulos e experiências vivenciados. O Pertencer - Espaço de Convivência, nasceu como uma ação do Programa Chegando Junto, da Prefeitura do Recife, que tomou forma após ações dentro dos conjuntos habitacionais e áreas de Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS), sob coordenação da Secretaria de Habitação do Recife.

A preocupação, no entanto, ultrapassou a construção de moradias e introduziu o conceito de “habitabilidade” que passou a instruir mulheres, mudando sua própria realidade, a de seus filhos e a da comunidade. Isso se deu através de ações voltadas para a escolarização, profissionalização, geração de renda, desenvolvimento infantil, estímulo ao pertencimento e reconhecimento da comunidade local e seu entorno. O projeto promove espaços de convivência, onde as crianças são acolhidas por mães da própria comunidade, que estão engajadas no curso profissionalizante de Brinquedista e na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) conviver, brincar, participar, explorar, expressar, conhecer-se e construir sua identidade são direitos de toda criança durante a primeira infância. E é justamente nesse momento que os pequenos absorvem inúmeras informações e aprendem nos mais diferentes contextos: em casa, na escola, na igreja e todos os outros ambientes que frequentam. Nos locais, as crianças são orientadas a brincarem com qualidade através de recursos como brinquedos e jogos lúdicos, contação de histórias e um conjunto de atividades compiladas no que chamamos de “caixa mágica”, tudo voltado para um melhor desenvolvimento das crianças na primeira infância (entre 6 meses e 6 anos de idade) que ficam sob os cuidados das moradoras-colaboradoras.

Ao oferecer esse espaço, existe um estímulo para que essas mulheres voltem a estudar, se qualifiquem, abracem uma nova profissão e se apropriem de suas escolhas. “Ao acolhermos seus filhos em um espaço acolhedor e seguro, propiciamos que essas mães voltem a ter a chance de disputar uma vaga de trabalho no mercado formal ou informal e tenham uma segunda chance de reinterpretar seu próprio destino”, diz  secretária de habitação do Recife, Isabella de Roldão.

“Estimular a criatividade na primeira infância traz resultados significativos para a vida adulta. Isso se dá a partir de metodologias que favoreçam a construção, a experimentação, a manipulação, o convívio, a inteligência social. A forma como a sociedade está estruturada e como está caminhando vai exigir pessoas proativas, criativas, que saibam lidar com mudanças o tempo todo, além dos conhecimentos necessários para se inserir como cidadão em um mundo contemporâneo”, salienta Roldão.
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