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Casa Pina realiza evento em manifesto ao resgate da infância

Publicado em: 04/04/2019 11:27

Foto: Casa Pina/Divulgação

Como forma de dar as boas vindas a abertura da Agenda 2019, a equipe da Casa Pina vai realizar, neste sábado (6) o evento Um Sábado pela Infância. Será um momento todo voltado a pensar o universo infantil sob várias vertentes: da alimentação, do brincar livre, da leitura e da arte, tendo participação de profissionais que têm um olhar especial a esta fase e experiência prática com as crianças.

Acontecerão diversas atividades, algumas delas livres para o público pagante do ingresso de entrada e outras para pagamento diferenciado. No total serão dois workshops e uma oficina não inclusos no valor da entrada. Pela manhã, a partir das10h, teremos dois workshops voltados para mães, pais e cuidadoras/es que desejam dialogar e expandir horizontes sobre a alimentação infantil e sobre o brincar livre na natureza. 

Enquanto a Nuticionista e confeiteira Dhuan Vitorino facilita a roda“As refeições na minha família são um estresse - um bate papo acolhedor e amoroso sobre a nutrição comportamental” na área interna; Luisa Victor e Thamires Almeida, que são pedagogas e fundadoras do Brincare Contraturno Escolar, facilitarão um momento focado aos adultos para descobrirem potências e possibilidades do brincar livre na infância, durante o workshop (En)cantos do Brincar. Enquanto as/os participantes das atividades à cima estarão voltadas/os aos ensinamentos propostos nas rodas de conversas, elas/es poderão contar com o auxílio de uma estação brincante do Brincare, onde suas crianças poderão curtir um ambiente agradável e atencioso.

A ideia é também levar para mães, pais e cuidadoras/es formas práticas de brincar com as crianças que permitam ainda que elas criem o bom hábito de serem envolvidas na criação de brincadeiras a partir da sua imaginação e experiências do dia a dia, sem o uso de telas, além da reflexão sobre o brincar como ferramenta fundamental no fortalecimento de vínculos afetivos com os adultos e da estrutura emocional e física das crianças. 

"O mundo não tem brilho, a tela tem. Esse é só um dos motivos do vício que as crianças desenvolvem quando se brinca muito com o auxílio das telas, vai cada vez mais precisar delas para se manter envolvido em alguma atividade. Isso vai alterando a percepção da criança do próprio mundo, percebendo os detalhes. Temos um compromisso em resgatar a importância do brincar livre, que é o espaço da criança ser essencialmente o que ela é, criando suas próprias brincadeiras no formato que deseja, integrando-se com a natureza, com seus pares, mães, pais e cuidadores", explica Luisa Victor e Thamires Almeida, fundadoras do Grupo Brincare.

No período da tarde acontecerá uma oficina que convida as crianças a usarem arte como forma de transformar o velho em novo. A designer e fotógrafa Patrícia Ferreira Gonçalves irá reunir a criançada para criar uma forma inusitada de estampar roupas antigas, dando uma nova aparência através do uso de folhas do jardim e da criatividade pessoal. Para esses três eventos os pagamentos não estão inclusos na entrada e poderão ser adquiridos por meio do Sympla no link https://www.sympla.com.br/um-sabado-pela-infancia__481276 .

O público geral do evento também vai ter a chance de participar de uma oficina livre com as meninas do Brincare. Para este momento, elas vão trazer a temática do Eu Criança - Um resgate das memórias da infância, fazendo todo mundo se comunicar com sua criança interior.

Em seguida, é a vez do lançamento do livro infantil A Engenhoca, inspirado na relação entre o pai, e também autor, Thiago Corrêa e sua filha Aurora. De forma lúdica, Thiago transformou vários elementos da primeira infância, a partir da vivência paterna, numa linguagem afetiva e com ilustrações para o público infantil. Como forma de coroar esse momento, Adélia Oliveira convidará as crianças para uma deliciosa experiência de contação de história.

Durante todo o evento, ficarão a disposição dos visitantes banho de piscina, a presença do Café Dom Sabores vendendo diversas comidas especiais, deliciosas e inclusivas, com doces, salgados, pães e queijos, todos livres de glútem, açúcar, ovos, leites e derivados, além de opções veganas. Abrigaremos também uma feirinha colaborativa contendo os estandes da Zepelim brinquedos educativos; e a participação de Valma com seu artesanato waldorf e a Loja Marmitas e Merendas, com utensílios divertidos.

SERVIÇO
Casa Pina
Onde: Casa Pina (Rua José Paes de Barros, 517, Pina)
Quando: neste sábado
Quanto: R$ 15,00 para adultos e 10,00 para crianças de 4 a 12 anos, menores de 4 anos não pagam, à venda no www.sympla.com.br/um-sabado-pela-infancia__481276

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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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