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Publicado em: 14/01/2020 22:22 | Atualizado em: 14/01/2020 22:44

2019 foi um ano importante para o Brasil. O primeiro ano do governo eleito após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e de um governo de “transição” do ex-presidente Temer, trazia muitas tensões e expectativas no ar. As tensões políticas ainda existem e devem continuar por muito tempo. Trocas de linhas políticas esquerda para direita, ou vice-versa, tendem a causar isso. Ainda mais quando a sociedade está fortemente polarizada. 

O grande ponto positivo é que a crise que parecia não ter fim começa a dar claros sinais de que está perdendo as forças. A economia está melhorando. As pessoas estão mais otimistas. Já é possível observar a mudança de comportamento dos consumidores e das empresas. As reformas, amargas, porém importantes, aprovadas pelo Congresso Nacional ajudaram. Outras mudanças ainda virão. Estados e municípios precisam fazer os seus ajustes. 

O brasileiro comum sofreu com a crise. Sentiu e sente as dificuldades econômicas, o aperto financeiro. Nesse sentido, a retomada da economia é um grande alívio. Mas, alguns grupos da sociedade parecem ter passado impunes pela crise. Infelizmente, chamam a atenção, no apagar das luzes de 2019, pelo completo descolamento da realidade com a qual nos deparamos. 

Enquanto todos ainda estão dando as suas cotas de sacrifício, os brasileiros, e os pernambucanos em particular, foram surpreendidos com a notícia de que juízes do estado estavam recebendo um “presente” espetacular de final de ano. Para grande parte deles a remuneração de dezembro foi superior a R$ 300 mil. Motivo? Férias passadas, entre outros privilégios. Ilegal? Certamente que não. Moral? Não tenho certeza. O problema maior é que a lei permite tal tipo de ação. Algo está errado aqui. 

Em outro caso, para fechar o ano com chave de ouro, os vereadores do Recife resolveram aumentar os próprios vencimentos! A forma não poderia ser pior: o aumento não estava na pauta. Por quê? Para evitar protestos, claro. Se eles acreditassem que estavam fazendo algo correto teriam aberto o debate para que a sociedade se manifestasse. Também há algo de muito errado aqui. 

Em ambos os casos não há ilegalidades. Mas, fica claro que os recursos públicos não são alocados de forma racional e com as prioridades corretas. Com estados e municípios em dificuldades financeiras essas escolhas são ainda mais importantes. 

2020 promete ser um ano melhor do que 2019. Mas, para que os anos seguintes sejam ainda melhores para todos, precisamos, enquanto sociedade, avançar nesse sentido e enfrentar grupos de interesse, organizar as contas públicas. Focar em políticas públicas que funcionem. Ter os gastos focados nos que mais necessitam. Essa não é, certamente, uma tarefa fácil, e não deve ser uma agenda da direita ou da esquerda. Deve ser uma agenda da nação. Enquanto as mudanças não chegam nos resta registrar nossos protestos contra aqueles que abusam dos seus privilégios. 

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