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Notícia de Ciência e Saúde

DESCOBERTAS

Tratamento do câncer de mama tem avanços importantes

Por: Uai

Publicado em: 31/10/2019 10:34

Campanha Outubro Rosa chama a atenção para a prevenção do câncer de mama. (Foto: Pixabay)
Campanha Outubro Rosa chama a atenção para a prevenção do câncer de mama. (Foto: Pixabay)
Neste mês, a sociedade abraça a causa da prevenção e diagnóstico do câncer de mama, o Outubro Rosa. Algumas pacientes até aguardam este mês para colocar em dia seus exames e, para as esquecidas, um lembrete é sempre bem-vindo. Logo o mês vai acabar, mas a atenção ao problema deve se estender para o ano todo. Afinal, quem não conhece alguém que tem ou teve o câncer de mama?

Depois do câncer de pele não melanoma o câncer de mama é o mais frequente na mulher e, para espanto de muitos, só 5% a 10% dessas pacientes é que têm parente de primeiro grau (mãe ou irmã) acometidos e que são aqueles casos de transmissão hereditária. As outras 75%, ou seja, a grande maioria, não têm nenhum parente próximo com a doença. 

No fundo, o câncer de mama é causado por uma anormalidade genética e a diferença entre os dois grupos é que o primeiro herdou a mutação genética de um parente e o outro apresentou a mutação ao longo da vida. O que pode aumentar o risco de desenvolver essa mutação é ainda motivo de muita pesquisa, mas há informações no caminho de que o estilo de vida pode influenciar: obesidade, tabagismo, álcool, sedentarismo, primeira gravidez tardia, não amamentação e reposição hormonal sem critérios.

O exame mais importante de rastreamento do câncer de mama é a mamografia, realizada anualmente após os 40 anos. É ests exame que detecta o câncer antes mesmo de ser palpado pela paciente e, portanto, é o que garante a maior chance de cura pois, como regra geral, quanto menor o tamanho do tumor maior é a possibilidade sucesso. A taxa de sobrevida em cinco anos para mulheres com câncer de mama nos estágios iniciais é perto de 100%.

O ultrassom é um exame muito importante e vem para complementar a mamografia em casos indicados. Por incrível que pareça, a mamografia tem um falso-negativo de 10%, isto é, não detecta 10% das pacientes que têm câncer de mama e é claro que o exame de palpação das mamas é importante para completar a procura.

O tratamento tem apresentado avanços importantes: as cirurgias procuram associar o melhor tratamento oncológico com melhores resultados cosméticos através da oncoplastia, as cirurgias mutiladoras deram lugar às reconstruções, a retirada completa dos gânglios ou linfonodos axilares foram substituídas na maioria das vezes pela biópsia de poucos linfonodos, os chamados linfonodos sentinelas. 

Os tratamentos com radioterapia e quimioterapia também melhoraram bastante e se tornaram mais efetivos com novas técnicas e medicamentos. Inclusive a tendência é planejar um tratamento individualizado para cada paciente levando em conta as características daquele tumor que ela teve. 
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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