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Notícia de Ciência e Saúde

Bem estar

Conheça os benefícios do Crossfit para a terceira idade

A prática auxilia no desenvolvimento de um idoso mais funcional, trabalhando a flexibilidade, o equilíbrio e a capacidade cardiorrespiratória

Publicado em: 15/02/2019 20:23

Foto: Reprodução/Youtube

Um novo grupo que pode se beneficiar com a prática do crossfit é a terceira idade. A atividade, que é favorável ao corpo e a mente, proporciona um envelhecimento tranquilo e saudável. Acreditando que é possível contribuir para a melhora na qualidade de vida e bem-estar de pessoas de todas as idades, o Crossfit Army chegou à Zona Norte do Recife. 

Para o público acima dos 60 anos, a atividade física pode ser uma forma de obter maior competência funcional, e não definição muscular (como muitas pessoas sugerem). Os movimentos praticados são basicamente os mesmos que qualquer outro aluno faria, com recomendações quanto à intensidade com que são realizados. Os idosos devem utilizar menos peso, fazer um número menor de repetições e ter uma pausa maior para o descanso entre cada execução.

Três são os principais exercícios do crossfit: agachar, levantar e empurrar. Estas ações são movimentos naturais ao corpo humano, ou seja, aquelas que o indivíduo aprende normalmente durante a vida, que são perdidas naturalmente com o envelhecimento e a ausência de atividades físicas.

Para a fisioterapeuta Marília Castro, Diretora da Army, o crossfit é interessante para o grupo da terceira idade por tratar-se de uma modalidade que opta por execuções livres – exercícios que não precisam do apoio de máquinas –, o que resulta em um idoso mais funcional. E ao mesmo tempo em que trabalha a flexibilidade, desenvolve a coordenação, o equilíbrio e a capacidade cardiorrespiratória. 

Algumas recomendações são essenciais, como: avaliação médica e física, visando verificar as condições de cada idoso. Ao serem constatadas, o treino é adaptado, de modo que respeite os limites de cada um e não haja o exagero no volume de repetições e na intensidade dos exercícios, assim, evitando lesões. 

Para dar essas e outras orientações necessárias, o box conta com uma equipe de coaches especializada e acompanhamento individualizado.

Aqueles que desejam conhecer melhor o espaço e o trabalho desenvolvido, aulas experimentais podem ser agendadas previamente. A Army funciona com horários flexíveis, de segunda a sábado, na Rua Ricardo Hardman 174, no bairro da Jaqueira, Zona Norte do Recife.

Crossfit Army

Foto: Divulgação

O Crossfit Army surgiu em setembro de 2018, idealizado por grupo de amigos apaixonados pela modalidade, que inovam em espaços montados com as melhores marcas do mercado.  A equipe é formada por 10 coaches que se revezam entre as turmas e prestam todos os cuidados necessários. 
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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