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Ilhas Samoa criam santuário para ajudar a preservar tubarões

De acordo com a ONG World Wildlife Fund, mais de 70 milhões de tubarões são caçados a cada ano e várias espécies estão ameaçadas

Por: AFP

Publicado em: 02/03/2018 15:45 | Atualizado em: 02/03/2018 15:57

O primeiro santuário para tubarões do mundo foi criado em 2009 no arquipélago de Palau. Foto: AP Photo/National Marine Fisheries Service

As ilhas Samoa anunciaram a criação de um santuário para tubarões, assim como outros territórios no Pacífico que tentam proteger a espécie. 

"Não podemos ficar de braços cruzados quando a demanda de produtos procedentes dos tubarões está privando as futuras gerações destas espécies de grande valor nos âmbitos cultural, ecológico e econômico", afirmou o primeiro-ministro Tuilaepa Sailele ao jornal Samoa Observer. 

A superfície terrestre de Samoa é reduzida, mas as águas do arquipélago alcançam 129.000 quilômetros quadrados, o equivalente ao território da Inglaterra. 

O primeiro santuário para tubarões do mundo foi criado em 2009 no arquipélago de Palau, no Pacífico, e teve como consequência a proibição da pesca do animal em toda a zona econômica exclusiva deste território, ou seja, 630.000 quilômetros quadrados. 

Kiribati, ilhas Cook e Nova Zelândia adotaram medidas similares. De acordo com a ONG World Wildlife Fund, mais de 70 milhões de tubarões são caçados a cada ano e várias espécies estão ameaçadas.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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