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Notícia de Ciência e Saúde
VISIBILIDADE Chuva de meteoros Gemínidas chegará ao ápice nesta madrugada Uma chuva de meteoros ocorre quando, ao orbitar em torno do Sol, a Terra atravessa uma região onde há concentração de poeira e partículas

Por: Agência Estado

Publicado em: 13/12/2017 13:46 Atualizado em:


A chuva de meteoros Gemínidas chegará ao ápice na madrugada desta quinta-feira, 14, e poderá ser vista a olho nu em qualquer lugar do Brasil onde o céu estiver limpo, a partir da meia-noite. 

Uma chuva de meteoros ocorre quando, ao orbitar em torno do Sol, a Terra atravessa uma região onde há concentração de poeira e partículas. Ao entrar na atmosfera, as partículas se incendeiam, formando rastros luminosos no céu - as chamadas "estrelas cadentes".

As Gemínidas ocorrem anualmente, entre os dias 9 e 19 de dezembro, mas entre os dias 13 e 14 o fenômeno chegará ao seu ápice, quando é possível observar a maior quantidade de meteoros por hora.

Em geral, as Gemínidas produzem, em média, 80 meteoros por hora. Mas em 2017 o fenômeno coincidirá com a Lua no fim de sua fase minguante - o que torna o céu bastante escuro - e o espetáculo poderá ser mais intenso. Em alguns anos, é possível avistar mais de 120 meteoros por hora.

O nome Gemínidas é derivado da constelação de Gêmeos, onde fica o radiante dessa chuva de meteoros. O radiante é o local do céu onde os meteoros parecem ter origem. Assim, para observar o fenômeno, basta olhar para a direção da constelação de Gêmeos.

Nesta época do ano, a constelação de Gêmeos aparece no horizonte a leste, por volta das 21 horas e, por volta da meia-noite, ela já estará alta no céu, na direção nordeste. O melhor horário para observar as Gemínidas será por volta das 2 horas da manhã, quando a constelação de Gêmeos já estará na direção norte.

A Nasa transmitirá o fenômeno ao vivo para quem estiver em um local com o céu encoberto. A transmissão pode ser acompanhada neste link: https://www.youtube.com/watch?v=LapXJCJFeXQ

Mistério astronômico

Em geral, as partículas que formam as chuvas de meteoros são detritos congelados espalhados por um cometa, quando ele se aproxima do Sol e forma uma cauda vaporosa. 

Mas as Gemínidas não têm nenhum cometa associado a elas e sim um asteroide - o 3200 Phaethon. 

Com 5 quilômetros de diâmetro, o 3200 Phaethon passará no sábado 16, a apenas 10 milhões de quilômetros da Terra - uma distância que, em termos astronômicos, equivale a "passar raspando". 

O asteroide dá uma volta em torno do Sol a cada 1,4 ano, mas, desde que foi descoberto em 1983, ele nunca chegou tão próximo da Terra. Segundo a Nasa, porém, o asteroide não tem a menor chance de atingir o planeta. 

Embora seja inofensiva, a passagem do 3200 Phaethon a 10 milhões de quilômetros - uma distância apenas 27 vezes maior que a existente entre a Terra e a Lua - chama a atenção dos cientistas porque desta vez talvez seja possível estudá-lo com mais precisão e desvendar um mistério astronômico: como um asteroide pode produzir uma chuva de meteoros.

Além de dar origem às Gemínidas, o asteroide também chama a atenção por sua órbita incomum, mais semelhante às órbitas dos cometas que às dos asteroides. Os cientistas levantaram diversas hipóteses para explicar essas características anômalas, mas só poderão chegar a alguma conclusão se olharem o asteroide "de perto".

Segundo a Nasa, no dia 16 de dezembro, o 3200 Phaethon estará na mira dos radares dos observatórios de Goldstone e Arecibo, operados pela agência espacial.


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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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