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Notícia de Ciência e Saúde
Descoberta Cientistas encontram planetas habitáveis que orbitam estrela similar ao Sol Planetas têm quase a mesma quantidade de massa que a Terra e estão em uma zona habitável do astro que se parece com o Sol

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 11/08/2017 07:54 Atualizado em: 11/08/2017 09:29

Reprodução da Tau Ceti: a 12 anos-luz de distância, é visível a olho nu. Foto: J.Pinfield para a rede RoPACS na Universidade de Herfordshire
Reprodução da Tau Ceti: a 12 anos-luz de distância, é visível a olho nu. Foto: J.Pinfield para a rede RoPACS na Universidade de Herfordshire

Pesquisadores ingleses descobriram quatro planetas bastante semelhantes à Terra, com quantidade semelhante de massa e também orbitando uma estrela bastante parecida com o Sol, chamada Tau Ceti. Dois planetas estão localizados em uma zona do astro considerada habitável, o que aumenta a chances de possuírem água líquida em suas superfícies. O trabalho será publicado na revista especializada Astronomical Journal e avança nos estudos sobre a existência de vida além do nosso sistema.

Os planetas foram identificados por meio de um aparelho chamado espectrógrafo HARPS, com tecnologia de alta sensibilidade, capaz de detectar as ondulações no movimento de Tau Ceti. Com cerca de 78% da massa do nosso Sol e 5,8 bilhões de anos, essa estrela localizada a cerca de 12 anos-luz de distância da Terra e visível a olho nu é muito parecida em tamanho e brilho com o Sol.

Estudos anteriores haviam identificado planetas vizinhos ao Sistema Solar, mas orbitando anãs vermelhas, consideradas frias em relação a outras estrelas. O que chama a atenção no trabalho liderado por Fabo Feng, pesquisador da Universidade de Hertfordshire, é que os planetas estão em áreas mais promissoras para a existência de vida. "Nossa detecção é um marco na busca e na compreensão das 'habitabilidades' da Terra, que surgem através da comparação com esses análogos", disse o investigador.

Apesar de os dois planetas estarem localizados em uma área considerada habitável, os pesquisadores reconhecem que uma série de detritos existentes em torno da estrela, como asteroides e cometas, poderiam bombardeá-los. Ainda assim, Mikko Tuomi, pesquisador da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, e coautor do estudo, ressalta a importância dos achados. “Estamos lentamente aprendendo a diferenciar as ondulações causadas pelos planetas e as provocadas pela superfície ativa estelar. Isso nos permitiu essencialmente verificar a existência dos dois planetas externos, que são potencialmente habitáveis.”

Os cientistas acreditam que o uso da tecnologia HARPS pode ajudará a decifrar mais segredos planetários. "Percebemos que poderemos ver como a atividade da estrela difere em distintos comprimentos de onda, e será possível usar essa informação para separá-la de sinais emitidos por outros planetas", adiantou Tuomi.

A volta do asteroide

Em outubro, um asteroide do tamanho de uma casa vai passar pela Terra a uma distância de cerca de 44.000 quilômetros, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA). Não há risco de a rocha espacial que tem comprimento entre 15 a 30 metros atingir o planeta. Ela, inclusive, já nos visitou. Batizado de TC4, o asteroide passou pela primeira vez por aqui em outubro de 2012, a aproximadamente o dobro da distância prevista para este ano. A volta era esperada, mas os cientistas não sabiam em quais condições. "Está muito perto", disse à agência France-Presse Rolf Densing, que dirige o Centro Europeu de Operações Espaciais em Darmstadt, na Alemanha.


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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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