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Astronomia Telescópio Hubble registra aglomerado de estrelas a 200 mil anos-luz da Terra Trata-se do NGC 299, objeto localizado dentro da pequena nuvem de Magalhães, galáxia situada entre as constelações de Hidra e Tucana

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 07/11/2016 13:43 Atualizado em:

O aglomerado de estrelas NGC 299 foi descoberto pelo astrônomo John Herschel em 1834. Foto: NASA
O aglomerado de estrelas NGC 299 foi descoberto pelo astrônomo John Herschel em 1834. Foto: NASA
De acordo com a NASA, o Telescópio Espacial Hubble captou um aglomerado de estrelas que fica a aproximadamente 200 mil anos-luz de distância do planeta Terra. Trata-se do NGC 299, objeto localizado dentro da pequena nuvem de Magalhães, galáxia situada entre as constelações de Hidra e Tucana.

O aglomerado de estrelas foi descoberto pelo astrônomo John Herschel em 1834. Naquela época, o inglês utilizou um telescópio refletor com abertura de 18,6 polegadas.

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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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