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Cientistas trabalham em pílula para substituir exercícios físicos
O objetivo é desenvolver pílulas que simulem os benefícios provocados pelo exercício físico e possam ajudar quem não pode se exercitar
Publicado: 06/10/2015 às 09:11
Medicamento pode ser importante para ajudar vítima de derrames ou pessoas com partes do corpo amputadas. Foto: Elvert Barnes/Flickr/Divulgação/

Cientistas da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, e da Universidade de Sidney na Austrália, estão trabalhando em um projeto que poderá ajudar muitas pessoas com problemas de movimento. A ideia é criar um comprimido que cause no corpo humano o mesmo efeito que a prática de exercícios físicos. Para tanto, os pesquisadores se utilizaram de um procedimento chamado de espectromia de massa para mapear o que ocorre no nosso organismo durante a atividade física.
Os resultados já mostraram que uma rotina frequente de exercícios pode modificar mais de mil moléculas do corpo, que influenciam em diversas áreas que antes não estavam ligadas à prática. "O exercício produz um conjunto extremamente complexo, em cascata, de respostas dentro do músculo humano. Ele desempenha um papel essencial no controle do metabolismo energético e sensibilidade à insulina”, afirma um dos autores do estudo Nolan Hoffman, ao The Washington Post.
A meta é desenvolver pílulas que simulem os benefícios provocados pelo exercício físico e possam ajudar pessoas que não podem se exercitar, como vítimas de derrame e pessoas com partes do corpo amputadas. No entanto, os pesquisadores alertam que a prática da atividade física possui efeitos que jamais poderão ser conseguidos por medicamentos. O objetivo é agir apenas em grupos específicos.
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