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Depois do Twitter, Facebook e Instagram também apagam post de Bolsonaro

Por: FolhaPress

Publicado em: 30/03/2020 19:18 | Atualizado em: 30/03/2020 20:51

 (Foto: Sergio LIMA / AFP)
Foto: Sergio LIMA / AFP

Após o Twitter, o Facebook também decidiu, nesta segunda-feira (30), apagar publicação do presidente Jair Bolsonaro de suas plataformas, por entender que ela cria "desinformação" que pode "causar danos reais às pessoas".

A postagem é de um dos vídeos do passeio que o presidente fez no Distrito Federal neste domingo (29), criando aglomeração e contrariando seu próprio ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que recomendou que as pessoas ficassem em casa como medida de enfrentamento ao novo coronavírus.

O vídeo também foi apagado do Instagram, rede social que pertence ao Facebook. "Removemos conteúdo no Facebook e Instagram que viole nossos Padrões da Comunidade, que não permitem desinformação que possa causar danos reais às pessoas", diz a empresa em nota.

Neste domingo, duas postagens feitas por Jair Bolsonaro foram apagadas do Twitter. A empresa considerou que as postagens violavam as regras de uso ao potencialmente colocar as pessoas em maior risco de transmitir o novo coronavírus.

Foi a primeira vez que a rede social apagou postagens do presidente do Brasil. A companhia também apagou um post do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.

A publicação de Maduro indicava uma receita caseira de uma bebida que poderia ser útil para curar a doença.

Após apagar a postagem, o Twitter disse em nota que "anunciou recentemente em todo o mundo a expansão de suas regras para abranger conteúdos que forem eventualmente contra informações de saúde pública orientadas por fontes oficiais e possam colocar as pessoas em maior risco de transmitir Covid-19".

Em meio à pandemia, Twitter, Facebook e outras empresas de tecnologia, como Google e Microsoft, assinaram uma declaração conjunta em que se comprometeram a combater fraudes e desinformações sobre o novo coronavírus.

Desde então, elas enrijeceram seus filtros sobre publicações a respeito dos temas em suas plataformas.

Na filmagem que foi apagada pelo Facebook, Bolsonaro cita o uso de cloroquina para o tratamento da doença e defende o fim isolamento social.

A hidroxicloroquina, combinado de cloroquina e azitromicina, está em fase de testes e não há comprovação de sua eficácia contra o novo coronavírus.

Em Taguatinga, ele conversa com trabalhadores informais, escuta críticas à quarentena, concorda com a cabeça, e diz que o medicamento está dando certo.

O outro post apagado pelo Twitter ainda está ativo no Facebook e Instagram. Nele, em Sobradinho, o presidente entra em um açougue, fala com funcionários, projeta o desemprego que o isolamento social pode causar e, de novo, cita o remédio.
 
FILHOS
 
Após apagar postagens do senador Flávio Bolsonaro e do presidente Jair Bolsonaro, o Twitter também deletou mensagem publicada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, nesta segunda-feira (30).

A postagem continha um vídeo do presidente no tour que fez no domingo (29) pelo Distrito Federal, contrariando seu próprio ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que recomendou que as pessoas ficassem em casa como medida de enfrentamento ao coronavírus.

Nas filmagens, Bolsonaro cita o uso de cloroquina para o tratamento da doença e defende o fim isolamento social. A hidroxicloroquina, combinado de cloroquina e azitromicina, está em fase de testes e não há comprovação de sua eficácia na luta contra o coronavírus.

Em meio à crise do novo coronavírus, a plataforma atualizou suas políticas e passou a apagar mensagens que possam aumentar o risco de as pessoas se contaminarem.

No domingo (29), duas postagens de Jair Bolsonaro foram apagadas. Foi a primeira vez que a rede social apagou mensagens do presidente do Brasil.

O motivo foi o mesmo que levou ao apagamento das mensagens de Eduardo: vídeos de seu passeio pelo Distrito Federal.

Em um dos posts, em Taguatinga, ele conversa com trabalhadores informais, escuta críticas à quarentena, concorda com a cabeça, e diz que o medicamento está dando certo.

No outro, em Sobradinho, o presidente entra em um açougue, fala com funcionários, projeta o desemprego que o isolamento social pode causar e, de novo, cita o remédio. 
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