Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Notícia de Brasil

CRIME AMBIENTAL

Manchas de óleo chegam ao Espírito Santo, afirma Marinha

Publicado em: 08/11/2019 19:47

Agentes da Prefeitura de Salvador atuando para a retirada de manchas de óleo na Pedra do Sal, em Itapuã  (Foto: Divulgação / Prefeitura de Salvador)
Agentes da Prefeitura de Salvador atuando para a retirada de manchas de óleo na Pedra do Sal, em Itapuã (Foto: Divulgação / Prefeitura de Salvador)
O óleo que já atingiu mais de 400 locais em todos os estados do Nordeste chegou ao Sudeste na quinta-feira (7). A informação foi divulgada pela Marinha em comunicado nesta sexta (8). 

Segundo a nota, foram encontrados e recolhidos pequenos fragmentos de óleo na praia de Guriri, no Município de São Mateus, no Espírito Santo.
 
As amostras do material recolhidas foram enviadas para o IEAPM (Instituto de Estudos do Mar), que confirmou que o óleo é o mesmo encontrado no Nordeste. 

Antes desse anúncio, 409 locais em todos os estados do Nordeste haviam sido afetados pelas manchas de óleo. Pelo menos 95 animais foram encontrados mortos em oito estados.

O óleo também já atingiu o ecossistema de ao menos 14 unidades de conservação. Na sexta (8), o Parque Nacional de Abrolhos, um dos principais berços de biodiversidade marinha do Atlântico Sul, foi reaberto para visitação.

Abrolhos estava fechado desde o dia 1º, quando as autoridades confirmaram a presença de fragmentos de óleo na praia norte da Ilha de Santa Bárbara, uma das cinco que formam o arquipélago.

O ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) informou que o parque foi reaberto porque não foram encontrados mais fragmentos de no local.

O principal suspeito do derramamento de óleo, segundo a investigação comandada pela PF é o navio Bouboulina, da empresa grega Delta Tankers. A empresa negra nega o ocorrido e afirmou que vai colaborar com as autoridades brasileiras.
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Sobre Vidas: Nivia e o empoderamento de mulheres no Coque
DP Auto na Tóquio Motor Show - Tudo sobre a Nissan
Sérum, pele natural, sombras coloridas e blush cremoso
Lula: sou um homem melhor do que aquele que entrou na cadeia

Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco