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SAÚDE

Exame mostra redução de coágulo no coração de Bruno Covas

Publicado em: 08/11/2019 20:30

O prefeito foi diagnosticado com adenocarcinoma, um tipo de câncer na região do cárdia (Foto: Governo São Paulo
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O prefeito foi diagnosticado com adenocarcinoma, um tipo de câncer na região do cárdia (Foto: Governo São Paulo )
Um ecocardiograma realizado hoje (8) pelo prefeito de São Paulo, Bruno Covas, mostrou que o coágulo, detectado no átrio direito de seu coração na segunda-feira (4) , reduziu de tamanho. De acordo com boletim médico divulgado pelo Hospital Sírio-Libanês, onde está internado, Covas continuará sendo medicado com anticoagulante. 

“O quadro de saúde do prefeito Bruno Covas mantém-se estável e o paciente continua sendo medicado com anticoagulante. Ecocardiograma realizado hoje mostrou uma redução do trombo do átrio direito”, diz texto do boletim. No início da próxima semana, o prefeito passará por uma reavaliação médica antes do início da segunda sessão de quimioterapia. 

No dia 30, Covas terminou a primeira sessão de quimioterapia. O tratamento teve início no dia anterior e durou cerca de 30 horas ininterruptas. No total, serão três sessões de quimioterapia. Após isso, ele será novamente avaliado pelos médicos quanto ao prosseguimento do tratamento. O prefeito foi diagnosticado com adenocarcinoma, um tipo de câncer na região do cárdia, na transição do esôfago para o estômago, além de uma metástase no fígado e uma lesão nos linfonodos.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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