monitor de educação física Pais relatam nova suspeita de abuso sexual em colégio particular de BH

Por: Márcia Maria Cruz

Publicado em: 07/10/2019 15:11 Atualizado em:

Foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press)
Foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press)
Pais de alunos do Colégio Magnum, um colégio particular de classe média localizado no Bairro Nova Floresta, em Belo Horizonte, se reuniram com a direção na manhã desta segunda-feira (7) para discutir uma denúncia de estupro que movimentou as redes sociais e assustou as famílias neste fim de semana. A vítima seria um menino de 3 anos. O suspeito, que trabalhava como monitor de educação física, foi afastado. A Polícia Civil investiga o caso. 

A mãe de uma aluna falou com a imprensa na saída. A comerciante Rosiane Pinto, de 45 anos, é mãe de uma menina de 4 anos, que estuda no colégio desde 2018. Ela disse que, durante reunião, foi relatado outro provável abuso. A escola colocará dois monitores no banheiro. O Magnum também ofereceu ajuda de um psicólogo, que ficará à disposição para ouvir as crianças. A orientação aos pais é que procurem um profissional especializado. A reunião foi interrompida quando uma mãe passou mal. Até o momento a escola não deu um novo.

A informação de Rosiane foi confirmado pela reportagem. Durante a reunião, uma mãe e a tia de um garoto também de 3 anos, que pode ter sido o segundo abusado pelo monitor, apresentou o boletim de ocorrência. A mãe da criança estava abalada e quem relatou o ocorrido foi a tia. Pais representantes do grupo Pais que protegem participaram da reunião, que foi bastante tensa, com mães que choravam e uma delas que desmaiou. Representantes da escola fizeram relato da trajetória do suspeito na escola. Ele foi contratado pelo projeto Escola de Esportes, atuando por quatro anos como um "faz tudo". 

Nesse meio tempo, o suspeito iniciou o curso de educação física e, recentemente, saiu do projeto Escola de Esportes para estagiar na escola.  Durante a reunião, foi relatado que o suspeito não levava as crianças ao banheiro. As crianças eram acompanhadas de uma assistente. 

O engenheiro Júnior Lopes, 52 anos, é pai de dois alunos, uma criança e um adolescente, disse que se solidariza com as famílias e também saiu em defesa do Colégio Magnum. “Eu espero que as pessoas entendam isso: o colégio, como as famílias, é vítima de uma pessoa que não é normal, que está no meio da gente e que é difícil de ser identificado”, comentou. “A polícia tem de punir, e a escola dar a assistência que está dando às famílias”, disse Lopes. 

O caso é investigado pela 2ª Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad) de Belo Horizonte.  A reportagem apurou que o suspeito é um ajudante das aulas de educação física. O Estado de Minas conseguiu contato com o professor de educação física que os pais indicaram como pessoa que chefiava o suspeito. Contudo, o profissional disse não poder dar informações sobre o caso e disse que não seria responsável pelo suspeito de ter cometido o abuso. "Sou responsável apenas por mim, pelos meus filhos e pela minha família. Não posso falar nada, confirmar ou negar nada sobre esse caso", disse nesse fim de semana.

Por meio de nota enviada no sábado (5/10), o colégio informou que "nesta sexta-feira, 4 de outubro, a direção da escola ouviu os relatos dos pais sobre a mudança de comportamento do filho e sobre a conduta de um colaborador. Imediatamente, foram colocadas à disposição da família as assessorias jurídica e psicológica, e o profissional envolvido foi afastado de suas funções para auxiliar na transparência das apurações". A reunião de hoje foi anunciada por meio da nota.
 
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que as investigações estão em andamento."A Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente realiza várias diligências para coleta de dados,procedendo com escutas especializadas realizadas por psicólogos".


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