Declaração Há possibilidade de derramamento de óleo ter sido criminoso, diz Bolsonaro

Por: AE

Publicado em: 08/10/2019 09:37 Atualizado em: 08/10/2019 10:47

José Cruz/Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (8) que há a possibilidade de que o derramamento de óleo em praias do Nordeste tenha sido criminoso. Ele, no entanto, ponderou que as investigações ainda estão em curso e evitou comentar sobre o envolvimento de outros países. 

"Não quero gerar um problema com outros países. (...) É um volume que não está sendo constante. Se fosse um navio que tivesse afundado, estaria saindo ainda óleo. Parece que criminosamente algo foi despejado lá", disse Bolsonaro nesta manhã ao deixar o Palácio da Alvorada em direção ao Palácio do Planalto.

O presidente afirmou que não há prazo para o fim das investigações e apontou dificuldades para se chegar a conclusões. "A densidade é um piche, um pouco maior que a densidade da água salgada. Então, não fica na superfície. Ele fica submerso. Esse é outro problema que estamos enfrentando lá" disse. 

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, acompanhou Bolsonaro na saída do Alvorada. Salles afirmou que o fluxo de óleo está em um movimento constante de ser levado para a costa e depois para o mar, o que dificulta o recolhimento do material. "Nosso papel é agir rápido como tem sido feito para retirar o que está em solo, mas também aprofundar a investigação para descobrir a origem", disse Salles. 

Na segunda-feira (7) o ministro havia afirmado que mais de 100 toneladas de borra de petróleo já tinham sido recolhidas nas praias do Nordeste - a maior parte (cerca de 58 toneladas) no Estado de Sergipe. Manchas de óleo, ainda de origem desconhecida já foram identificadas em pelo menos 133 pontos do litoral desde o começo de setembro, em 68 cidades dos nove Estados do Nordeste. 


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