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Salles contraria Ministério Público Federal e volta a criticar Ibama e ICMBio

Por: FolhaPress

Publicado em: 09/09/2019 19:41

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
 (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
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Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil )
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, voltou a criticar o Ibama e o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) na tarde desta segunda (9). As críticas ocorrem poucos dias após o MPF (Ministério Público Federal) ter recomendado que a pasta ambiental se abstenha de atitudes públicas que possam ter conotação de deslegitimação de servidores de proteção ao meio ambiente.

Ao ser questionado durante evento do grupo Lide para empresários, em São Paulo, sobre a opinião que tem da atuação do Ibama e do ICMBio, Salles criticou governos anteriores, que, segundo ele, teriam inchado a máquina pública e usado dinheiro em coisas irrelevantes, sem preocupação com meritocracia, eficiência e resultados. 

"Isso infelizmente é uma chaga que permeia todo o serviço público e precisamos acabar com isso. Isso serve para todos os órgãos da administração pública, sem exceção. Essa mentalidade corporativista, sindicalista, arrebentou o nosso país", afirmou. "Temos que dar uma resposta à sociedade para que haja efetivamente proteção ao meio ambiente, cuidado com os valores de preservação, de conservação, e também respeito ao setor privado. Nós não podemos ter essa visão preconceituosa, anticapitalista, que rechaça o empresário como se fosse um bandido em potencial."

Em documento com data do último dia 4, procuradores da república recomendaram que o Ministério do Meio Ambiente se abstenha de declarações que "sem comprovação, causem deslegitimação do trabalho do corpo de servidores do Ibama e do ICMBio".

Apesar das críticas do ministro quanto ao inchaço da máquina, o Ibama passa por dificuldades de fiscalização. O recente "dia do fogo", no qual fazendeiros combinaram incendiar matas para chamar a atenção das autoridades, no Pará, é um exemplo. O Ibama pediu auxílio ao MPF ao identificar o que ocorreria, mas não foi atendido. No Pará e em Roraima, o órgão ambiental deixou de ter apoio da PM (Polícia Militar) em suas operações. No Acre, o apoio da PM ao Ibama só foi assegurado após uma solicitação do MPF.

Durante o encontro com os empresários nesta segunda (9),  o ministro também foi questionado sobre roubo de terras na Amazônia – conhecido como grilagem – e disse que não se deve defender ou demonizar os proprietários. 

"É preciso distinguir todos os casos. Há casos em que a pessoa está lá há muito tempo e continua sem o título da terra. Há casos em que a pessoa, sabendo que a terra é unidade de conservação e terra indígena, avançou sobre a floresta. Esse é criminoso", disse Salles. Por esse motivo, segundo o ministro, a realização da regularização fundiária é importante na região neste momento.

Seguindo o discurso adotado pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) durante a recente crise ambiental relacionada ao desmatamento e às queimadas na Amazônia, Salles defendeu a política ambiental brasileira e afirmou que há desinformação e sensacionalismo na divulgação de informações sobre o bioma.
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