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Superintendência da Polícia Federal

Viúva de Marielle Franco visitará Lula em Curitiba

Publicado em: 14/08/2019 14:46 | Atualizado em: 14/08/2019 15:07

Foto: Reprodução / Facebook

A arquiteta, ativista e viúva da vereadora Marielle Franco, Mônica Benício, visitará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Superintendência da Polícia Federal no Paraná nesta quinta-feira (15). A informação foi divulgada no site oficial do líder petista. 

Desde que foi preso, há 16 meses, em Curitiba, Lula tem direito a duas visitas por semana. Por isso, Mônica, que na semana passada se queixou de não ser recebida em audiência pelo ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro. dividirá o dia com o escritor e jornalista cubano Leonardo Padura.

Após o encontro, os dois devem conversar com a imprensa.  

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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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