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Acidentes

Violência no trânsito provoca mais de 900 mortes entre crianças e adolescentes no primeiro semestre

Publicado em: 14/08/2019 09:55

Foto: Peu Ricardo/DP. (Foto: Peu Ricardo/DP.)
Foto: Peu Ricardo/DP. (Foto: Peu Ricardo/DP.)

Somente neste ano, de janeiro a junho, mais de 6 mil crianças e adolescentes foram indenizados pelo Seguro DPVAT, vítimas de acidentes de trânsito em todo o país. Dados da Seguradora Líder mostram que, apenas neste ano, de janeiro a junho, 6.084 vítimas entre 0 e 17 anos foram indenizadas pelo Seguro DPVAT em todo o país. De acordo com o levantamento, entre as crianças e adolescentes, foram 964 mortes e 4.231 ficaram com algum tipo de invalidez permanente. 

A pesquisa mostra que a maioria estava na condição de pedestre no momento do acidente (3.467). As motocicletas foram responsáveis pela maior parte das ocorrências. Foram 3.342 indenizações envolvendo este tipo de veículo. Em seguida, aparecem os sinistros com automóveis: 2.161 casos. Minas Gerais (628), São Paulo (617), Ceará (422), Paraná (392) e Maranhão (361) foram os estados que tiveram mais benefícios pagos a vítimas entre 0 e 17 anos neste primeiro semestre.

Os especialistas garantem que um dos pontos mais importantes para a redução dos números é atuar de forma preventiva onde há grande fluxo de crianças e adolescentes. Sinalização adequada, fiscalização, a presença de guardas de trânsito e investimento em informações para os estudantes podem ser medidas que ajudam a diminuir os acidentes. 

Para o superintendente de Operações da Seguradora Líder, Arthur Froes, é fundamental que todos estejam atentos. "O ideal é que os pais se programem para sair mais cedo de casa e, assim, evitem a correria no trânsito. O uso adequado dos equipamentos de segurança também faz toda a diferença. A cadeirinha, o cinto de segurança e o capacete, no caso das motocicletas, são itens obrigatórios. Já os pedestres devem ficar atentos à sinalização e sempre usar a faixa para a travessia nas ruas", ressalta.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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