Resposta Situação da Amazônia ''não está fora controle'', diz ministro da Defesa

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 27/08/2019 08:32 Atualizado em:

Pedro França/Agência Senado
Pedro França/Agência Senado
O  ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou, na noite da segunda-feira (26), que a situação das queimadas na Amazônia não está fora de controle. Além disso, ele defendeu que o governo federal deu uma "resposta rápida" ao problema.

"Tem se alardeado um pouco que a situação está fora de controle. Não está mesmo. Já tivemos picos de queimadas em outros anos muitos maiores do que neste ano. Demos uma resposta rápida. A situação não é simples, mas está sob controle e arrefecendo bem", assegurou. 

Ele explicou que as equipes foram divididas em dois comandos: Comando Conjunto do Norte, coordenada pelo general Paulo César, e o Comando Militar da Amazônia, com o general Nardi à frente, em conjunto com o ministério. Cerca de 2.500 militares estão mobilizados para combater as chamas. No entanto, não foram apresentados dados sobre a diminuição dos focos de incêndio.

"Estamos usando satélites. O problema é que uma fogueira conta como calor, as vezes não é um foco de incêndio”, completou. Azevedo e Silva apontou que a meteorologia também tem ajudado. “Na parte da Amazônia oeste já tem precipitação de chuva. Isso ajuda bastante. Fora isso estão sendo localizados os focos de incêndio, que estão diminuindo”, conta.

A reunião aconteceu no edifício do Ministério da Defesa em Brasília e, além de Bolsonaro e Azevedo e Silva, estiveram presentes os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Sergio Moro (Justiça), general Heleno (Segurança Institucional) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). 

Os ministros apresentaram a Bolsonaro as informações sobre os primeiros dias da GLO no combate das queimadas que ocorrem na Amazônia, além de apresentarem dados sobre a ajuda internacional.

“O Chile ofereceu 4 aeronaves com capacidade de dispersão de água, com mais 30 brigadistas especializados. O Equador ofereceu 1 avião e 30 especialistas, temos ainda, sem quantificar a oferta de ajuda de Israel e EUA. Essa ajuda de logística, material e meios é importante. Soma”, destacou.

O porta-voz da República, Otávio Rêgo Barros também presente no local, foi conciso ao defender a soberania do país em relação à Amazônia. “Não há discussão em relação à soberania do país”, frisou.

Rêgo Barros disse ainda que há uma previsão de uma equipe ministerial se deslocar para a Amazônia. “Há um planejamento de reestruturação da agenda do presidente. A partir da metade da semana é possível que haja uma equipe in loco para verificar a evolução positiva dos trabalhos. É possível que o presidente vá junto, mas não há confirmação”, indicou.

Ele reforçou que as queimadas na Amazônia estão sob controle: “Não há estado de descontrole em hipótese alguma. Foi citado estado de Rondônia. Hoje a noite apenas dois focos de incêndios serão considerados. Há um declínio substancial do número de focos. Torcemos para que aspectos meteorológicos sejam favoráveis, há uma possibilidade de retorno de secura na semana que vem. Estamos prontos por cerca de um mês, se necessário for, por um tempo maior, preparados com efetivos”.

Questionado se o governo Bolsonaro aceitará a oferta dos líderes do G7, que concordaram em liberar US$ 20 milhões para a Amazônia, Azevedo e Silva disse que o assunto está sendo tratado no Ministério das Relações Exteriores e que a pasta "vai trabalhar nessas ofertas quando elas vierem a se concretizar”.

Governadores da Amazônia Legal
Nesta terça-feira (26), às 10h, no Palácio do Planalto, Bolsonaro recebe os nove governadores da Amazônia Legal, composta pelo estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. O encontro foi um pedido por carta do grupo ao presidente a fim de discutir ‘providências imediatas’ nas áreas afetadas.

O governador de Roraima, Antônio Denarium (PSL) foi o primeiro governador a assinar a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autoriza o envio das Forças Armadas para auxílio na contenção dos focos de incêndio em todo o território da Amazônia Legal. Na última sexta-feira ele afirmou que no estado não havia focos de incêndio e que solicitava a medida preventivamente. Ele apontou ainda que Tocantins, Mato Grosso e Pará são os estados mais críticos.

De acordo com o Ministério da Defesa, até ontem, dos nove estados que compõem a Amazônia Legal, sete tiveram a GLO autorizada pelo presidente Jair Bolsonaro. A partir da demanda, os estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins planejarão as ações de apoio das Forças Armadas às iniciativas já em andamento de combate aos focos de incêndio na região.  Já os estados do Amapá e do Maranhão foram os últimos a realizarem a solicitação da GLO, ainda nesta noite.


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