Investigação Rede consegue assinaturas para instalar CPI da Amazônia no Senado

Por: Mônica Bergamo

Publicado em: 27/08/2019 20:41 Atualizado em:

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
 (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
)
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A CPI proposta para investigar o aumento dos índices de desmatamento e queimadas na região amazônica já tem o apoio de 27 senadores e pode ser instalada a qualquer momento.

O anúncio foi feito pelo senador Randolfe Rodigues (Rede-AP), autor da proposta.

Ele disse que o governo pressionou parlamentares para que não aderissem à proposta.

"Será que o governo não quer que uma comissão de inquérito descubra quem foram os responsáveis pelo aumento do desmatamento, quem ocasionou a ampliação de focos de incêndio na Amazônia?", questiona. "Me parece que é isso o que o governo teme".

Segundo o senador, a comissão também vai apurar os motivos que levaram o governo federal a perder os recursos que a Alemanha e a Noruega destinavam ao Fundo Amazônia.

Desde que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) contestou dados do desmatamento divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o problema passou a ser destacado pela mídia estrangeira, acarretando reações como o corte de repasses da Alemanha e da Noruega ao Fundo Amazônia.

O presidente da França, Emmanuel Macron, passou a fazer duros ataques a Bolsonaro.

O governo francês disse na sexta-feira (23) que Bolsonaro mentiu ao assumir compromissos em defesa do ambiente na cúpula do G20, em junho, e que isso inviabiliza a ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, concluído no mesmo mês.

Numa escalada, o assunto virou tema do G7, a reunião das nações mais ricas do mundo, realizada no fim de semana.

Os países ofereceram ajuda ao Brasil, mas Bolsonaro diz que só aceita recursos se Macron retirar o que disse sobre ele.


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.