'executado de forma premeditada' Caso cartunista Glauco: assassino de Cadu é morto a tiros em Goiás

Por: FolhaPress - FolhaPress

Publicado em: 23/07/2019 14:20 Atualizado em: 23/07/2019 14:50

Foto: Reprodução/Polícia Civil
Foto: Reprodução/Polícia Civil
 Um homem de 51 anos, suspeito de ter matado o assassino do cartunista Glauco Villas Boas, foi morto nesta segunda-feira (22) com quatro tiros na frente do filho adolescente, em Aparecida de Goiânia (GO).

Nilson Ferreira de Almeida ficou conhecido, nacionalmente, após matar dentro do presídio de segurança máxima de Goiás o preso Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, assassino confesso de Glauco e de seu filho, Raoni Villas Boas, 25 anos, em 2014. 

De acordo com o delegado do caso, a polícia já identificou, mas ainda não prendeu o assassino de Nilson, que estava no regime semiaberto e era monitorado por tornozeleira eletrônica. Ele e outro preso, segundo a Polícia Civil, foram indiciados pela morte de Cadu em abril de 2016. Esse crime, conforme as investigações, teria sido motivado por desavenças entre os detentos.

"Não descartamos nenhuma hipótese, mas a mais provável até o momento é de que Nilson foi executado de forma premeditada", afirma o delegado Álvaro Melo Bueno, titular do GIH (Grupo de Investigação de Homicídios) de Aparecida de Goiânia. 

A polícia ainda tenta localizar o assassino de Nilson. "O autor dos disparos estava com capacete levantado e, por isso, a gente conseguiu ver o rosto dele pelas imagens das câmeras de segurança no local", diz o delegado.

Por volta das 11h desta segunda-feira (21), Nilson e seu filho adolescente caminhavam em uma avenida do bairro Jardim Cristal. O suspeito estava escondido dentro de um pequeno supermercado na mesma região. 

"O autor [do crime] aguardou a vítima e o seu filho passarem e, em seguida, quando os dois estavam de costas, desferiu quatro tiros contra Nilson", conta o delegado, baseando-se em imagens de câmeras de segurança de comércios.

Após Nilson ser atingido pelos tiros, o adolescente correu até a esquina para pedir socorro e, depois de o assassino fugir do local, voltou para perto do corpo do pai. O filho e outras três testemunhas já foram ouvidos pela polícia.

"Logo após os primeiros tiros, Nilson tentou correr, mas os disparos foram bem certeiros. A vítima foi atingida, já não conseguia andar e caiu", conta o delegado.

"A gente acredita que seja um autor de outro local, mas, para preservar a investigação, preferimos não divulgar a identidade dele", afirma o delegado.
 
A polícia informa que Nilson era um criminoso "bastante perigoso". "Ele e o irmão dele eram conhecidos como os irmãos do Santa Luzia", declara o delegado, referindo-se ao nome de um bairro de Aparecida de Goiânia. Os dois, conforme acrescenta, praticavam crimes violentos havia cerca de 20 anos. 

"Nilson já acumulava condenações que somam mais de 60 anos, entre elas a de tentativa de homicídio, homicídio, roubos e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Além disso, há uma extensa ficha de inquéritos em nome dele que não foram concluídos", afirma o delegado. A reportagem não localizou familiares e advogados de Nilson.

Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, foi morto no dia 4 de abril de 2016, dentro do Núcleo de Custódia, considerado como presídio de segurança máxima pelo governo goiano. Assassino confesso do cartunista Glauco e do seu filho, Cadu ficou preso por quase dois anos no local, onde cumpria pena por matar duas pessoas durante assaltos, em Goiânia.

Preso no Núcleo de Custódia desde setembro de 2014, um ano após deixado uma clínica psiquiátrica da capital, Cadu havia sido submetido à internação após a morte de Glauco Vilas Boas e do filho dele, em 2010.


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