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Homicídio Vereador alcoolizado atropela e mata ciclista idosa em Goiás A vítima, Elza Maria da Luz, de 60 anos, foi socorrida e levada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu logo após chegar à unidade

Por: AE

Publicado em: 09/08/2017 19:40 Atualizado em:

Um vereador da cidade de Mara Rosa, a 367 quilômetros de Goiânia foi preso no fim da tarde desta terça-feira, 8, depois de ter atropelado uma ciclista idosa e fugido do local do acidente. A vítima, Elza Maria da Luz, de 60 anos, foi socorrida e levada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu logo após chegar à unidade.

A Polícia Militar foi até a casa de Luiz Carlos Barcelos (PDT), mais conhecido na região como Batata, depois de relatos de testemunhas que descreveram o carro que ele dirigia, um VW Polo cor preta. O veículo foi encontrado amassado. 

Os PMs prenderam o político pouco tempo depois do acidente. Ele foi levado para exame médico e foi constatado estado de embriaguez. O acidente ocorreu por volta das 16 horas de terça, quando a ciclista seguia em sentido contrário ao do carro do vereador, que estaria em alta velocidade.

O delegado de Mara Rosa, Bernardo Comunale, disse que, além de omissão de socorro, o vereador pode ser indiciado por homicídio culposo e embriaguez ao volante. Ele interrogou Barcelos no dia do atropelamento, mas o suspeito preferiu ficar em silêncio. 

O parlamentar permanecia detido na Unidade Prisional de Mara Rosa até as 17 horas desta quarta. O advogado do vereador não retornou os contatos da reportagem. O corpo da idosa foi velado em Mara Rosa em clima de comoção.



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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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