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Homicídio Em SP, motorista atropela e mata ciclista que ficou agarrado ao capô do carro O motorista fugiu e não prestou socorro e a polícia tenta identificar quem estava ao volante. Para tanto, busca imagens de câmeras de segurança

Por: AE

Publicado em: 31/08/2017 12:27 Atualizado em:

Um motorista ainda não identificado atropelou e matou um ciclista na noite desta quarta-feira, 30, em Osasco, cidade da região metropolitana de São Paulo. Gilmar Barbosa da Mata, de 45 anos, foi atingido por volta das 18h, quando pedalava na Avenida Nações Unidas, próximo ao centro de Osasco. Natural de Boquira, na Bahia, ele faria 46 anos nesta sexta-feira, dia 1º de setembro. 

O ciclista se segurou ao capô do carro que o arrastou por um trecho de aproximadamente cinco quilômetros da via, soltando-se apenas próximo a região do Cebolão, viaduto que dá acesso à Marginal Tietê, na zona oeste da capital paulista. . 

O motorista estava em um veículo Renault Clio preto, de acordo com testemunha que estava em um posto de gasolina e não conseguiu anotar a placa. Mata não resistiu aos ferimentos e morreu no local antes da chegada do resgate.

O motorista fugiu e não prestou socorro e a polícia tenta identificar quem estava ao volante. Para tanto, busca imagens de câmeras de segurança. O caso foi registrado na 91ª Delegacia de Polícia da Vila Leopoldina (zona oeste) como homicídio simples.



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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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