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Com exigências de Fair Play Financeiro, CBF garante apoio logístico aos clubes da Série B

Benefício dependerá de salários em dia pelas equipes, que também aprovaram regulamento de transferências dentro da competição

Por Gabriel Farias

Troféu da Série B do Campeonato Brasileiro

A Série B do Campeonato Brasileiro segue passando por ajustes estruturais para a temporada 2026. Além da mudança no formato de acesso, com a criação dos playoffs, outra decisão relevante, sacramentada na reunião do Conselho Técnico realizada nesta quinta-feira (5), na sede da CBF, foi de que a entidade manterá o custeio das despesas logísticas dos clubes na competição, mas com exigências mais rígidas.

A CBF continuará arcando com parte significativa dos custos de viagens, hospedagens e operações das equipes durante o torneio. A manutenção da ajuda, no entanto, está condicionada ao cumprimento de obrigações financeiras, especialmente o pagamento de salários em dia, além da adequação às primeiras diretrizes do Fair Play Financeiro nacional.

Fair Play Financeiro no futebol brasileiro

A pauta ganhou força nos bastidores desde o ano passado, sobretudo após a posse do presidente Samir Xaud. A implementação de um controle financeiro mais rigoroso passou a ser tratada como prioridade na nova gestão. Tanto que, em janeiro, foi instalada a ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol), órgão responsável por fiscalizar o cumprimento das normas. O economista Caio Resende, que liderou o Grupo de Trabalho da CBF em 2025, foi escolhido para presidir a agência.

O sistema de Fair Play Financeiro entrou oficialmente em vigor no dia 1º de janeiro, mas será implantado de forma escalonada nos próximos anos. A ideia da entidade é vincular benefícios institucionais, como o custeio logístico, ao compromisso dos clubes com responsabilidade fiscal.

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Custeio na Série B

O debate sobre a manutenção da ajuda financeira ganhou repercussão nacional após declarações do vice-presidente financeiro do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, que apontou risco de “colapso” da competição caso a CBF deixasse de bancar as despesas operacionais. Desde então, dirigentes intensificaram o diálogo com a entidade.

O Sport, por exemplo, já havia confirmado ao Diario de Pernambuco que levaria a pauta do custeio à reunião desta quinta-feira. O Leão foi um dos clubes que defenderam a manutenção do suporte, entendendo que os custos de deslocamento, especialmente em um campeonato de dimensões nacionais, pesam diretamente no planejamento financeiro da temporada.

Em 2025, após pressão conjunta das equipes, a CBF liberou R$ 2,5 milhões para cada clube nas rodadas finais da competição, como forma de minimizar o impacto das despesas acumuladas. Na ocasião, os dirigentes já vinham externando preocupação com a rentabilidade da Série B e os altos custos com logística e operação dos jogos.

Regulamento de transferências

Outro ponto aprovado no Conselho Técnico diz respeito ao regulamento de transferências dentro da própria competição. O limite de partidas para que um atleta pudesse atuar por dois clubes na mesma edição da Série B foi ampliado. Antes, o teto era de oito jogos; agora, passou a ser de 12. A mudança oferece maior flexibilidade ao mercado e amplia as possibilidades estratégicas das equipes ao longo da temporada.