Sport: Yuri Romão contesta dívida divulgada pelo Portal da Transparência e critica postura da atual gestão
Ex-presidente rubro-negro afirma que valores foram amplificados e classifica operações como regulares
Depois da atual gestão do Sport publicar no Portal da Transparência que o clube possui R$ 70,5 milhões em dívidas vencidas (até dezembro de 2025) e mais de R$ 115 milhões em receitas antecipadas, o ex-presidente Yuri Romão enviou uma carta ao Conselho Deliberativo contestando os números divulgados e acusando a atual administração de promover uma narrativa "distorcida", "irresponsável" e "institucionalmente perigosa".
No documento de três páginas, obtido pelo Diario de Pernambuco, Yuri afirma que o debate conduzido publicamente "não observa rigor técnico", apresenta dados "inflados artificialmente" e coloca o clube em risco ao reforçar uma imagem de "terra arrasada".
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Yuri Romão nega antecipação de R$ 100 milhões da LFU e diz que operação foi regular
Um dos pontos centrais da divergência diz respeito aos R$ 100 milhões que o clube classificou como antecipação de receitas da LFU, vinculadas a 15% dos direitos de transmissão do Brasileirão pelos próximos 50 anos.
Para o ex-presidente Yuri Romão, a informação não procede. Ele afirma que não houve antecipação, mas sim uma operação de comercialização de direitos de transmissão, aprovada pelo Conselho Deliberativo e contabilizada de forma regular nos balanços de 2023 e 2024.
Yuri ainda argumenta que a operação foi semelhante à realizada "por praticamente todos os clubes das Séries A e B" e que os recursos foram investidos em melhorias estruturais, citando as reformas na Ilha do Retiro e no Centro de Treinamento José Andrade Médicis.
Em entrevista à Rádio Jornal nesta terça-feira (13), Yuri classificou como 'tendenciosas' as informações divulgadas e contestou a interpretação dos dados apresentados pela nova administração.
"Recebi no final da tarde de domingo a arte com os números do Portal da Transparência. A gestão se mostra seletiva, tendenciosa e com números desatualizados. Dizer que os R$ 100 milhões oriundos da Liga Forte União são adiantamentos é querer fazer nosso torcedor, sócio e conselheiro de idiotas, porque isso não foi adiantamento, e sim venda dos direitos de transmissão."