Técnico da Seleção Feminina espera "jogo disputado e alternado" na Arena de Pernambuco
Com mais de 24 mil ingressos vendidos, Seleção Feminina encerra preparação para o segundo amistoso da Data FIFA; técnico Arthur Elias e a zagueira Marisa destacam a força do estilo ofensivo da equipe e a passagem da seleção por vários pontos do país
A Seleção Brasileira Feminina joga na Arena de Pernambuco, no Grande Recife, nesta terça-feira (13) para enfrentar novamente a Argentina nesta Data FIFA. Em entrevista coletiva com a imprensa após o treino desta segunda-feira (12), o técnico Arthur Elias disse esperar um jogo diferente do último sábado (10), quando o Brasil venceu por 3 a 1 na Arena Beira Rio, em Porto Alegre.
Em resposta ao Diario de Pernambuco, o comandante técnico demonstrou confiança na maturidade do grupo para organização tática. A expectativa é de um confronto truncado, com fases alternadas de domínio brasileiro no campo ofensivo e forte pressão da marcação alta argentina.
"Preparei o time para isso e se também não for exatamente como a gente está prevendo, o time sabe se comportar e se ajustar ao longo do primeiro tempo, nos primeiros minutos. Faz parte do futebol", pontuou.
Além disso, Arthur afirmou que tem a expectativa de que o grupo faça um bom jogo independentemente do placar.
"Mas que seja um pouco mais dominante, mais claro com a posse de bola, e sem perder a nossa identidade e o nosso modelo de jogo nos encaixes assim que a gente perde a bola", acrescentou.
DNA ofensivo
Questionado sobre as críticas externas acerca de uma suposta exposição defensiva da equipe, Arthur Elias defendeu abertamente a filosofia de jogo ofensiva do Brasil.
O treinador celebrou o retorno de jogadoras de peso para o ataque, como a atacante do América do México Geyse, destaque do último jogo da Argentina com um golaço de bicicleta, aumentando a competitividade e a variedade de estilos no setor.
A zagueira Marisa reforçou a afirmação de Arthur sobre o equilíbrio de riscos e recompensas do modelo de jogo brasileiro.
"Do jeito que a gente joga, às vezes em 90 minutos a gente vai perder um duelo e pode ocasionar um gol. Só que a forma que a gente joga, se a gente tomar dois gols e fizer quatro, a gente vai ganhar. E no final, o que importa para a gente é a vitória e potencializar os nossos pontos fortes", afirmou a defensora.
Conexão com a torcida
Jogar em um dos palcos oficiais da próxima Copa do Mundo tem tido um peso simbólico fundamental para a preparação do elenco, estimou o técnico.
Para Arthur Elias, atuar no Brasil gera orgulho e remove a pressão negativa, transformando a torcida em um verdadeiro aliado rumo ao Mundial.
“A ideia é que a gente passe sim por todas as cidades, se a gente conseguir. Não esquecendo que a gente faz uma Copa para o nosso país. Eu jogaria e quero jogar cada vez mais no Brasil”, pontuou.
A zagueira Marisa comentou, ainda, sobre o fortalecimento da Seleção Feminina a partir do contato da população com jogos da equipe.
“A gente recebe um carinho e é muito importante também, porque não é todo dia que você vê jogos aqui no Brasil, a não ser que sejam as fases finais dos campeonatos, com muito público no estádio. [Tirando isso] A parte importante é levar o futebol feminino, a seleção brasileira para outros lugares que a gente ainda não esteve. E fazendo as pessoas acreditarem um pouco mais [na modalidade]”, disse.