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Rodrigo Caetano revela como foi conversa com Neymar: 'Entendeu que seria mais um'

Em entrevista ao ge, o coordenador executivo da CBF detalhou como foi o contato com o atacante do Santos antes do anúncio da lista final dos 26 nomes

Por Estadão Conteúdo

Neymar em ação pelo Santos

A convocação de Neymar para a Copa do Mundo passou por uma conversa prévia entre a comissão técnica da seleção brasileira, Carlo Ancelotti e o próprio jogador. Em entrevista ao ge, o coordenador executivo da CBF, Rodrigo Caetano, detalhou como foi o contato com o atacante do Santos antes do anúncio da lista final dos 26 nomes.

Segundo o dirigente, o diálogo aconteceu depois de a comissão técnica avaliar a recuperação física e técnica do jogador, além da sequência de partidas disputadas recentemente.

Rodrigo Caetano explicou que a comissão considerou necessário conversar com Neymar no momento em que entendeu haver evolução suficiente para recolocá-lo no radar da Copa.

"É claro que o Neymar tem o tamanho que ele conquistou. No momento em que a comissão técnica e o Mister entenderam a evolução dele, tanto física como técnica, número de jogos, enfim, era necessária uma conversa com ele. Não foi passada a certeza da convocação, porque isso não fizemos e não faríamos com nenhum outro, mas dessa possibilidade de convocá-lo para a Copa do Mundo e os motivos que levaram a comissão técnica para considerar isso."

O coordenador ainda afirmou que o contato serviu para reconhecer o processo de recuperação vivido pelo atacante e alinhar como seria o papel dele dentro do grupo caso fosse chamado.

"Acho que esse foi o primeiro ponto, valorizar essa recuperação dele, valorizar realmente o esforço que ele está fazendo, porque, como o Mister sempre disse, tecnicamente ele não precisava ser testado. E a conversa foi excelente, nós entendemos que ela era necessária justamente para projetar, em caso de convocação, como as coisas iam acontecer."

Na sequência, Rodrigo Caetano destacou a receptividade de Neymar durante a conversa e revelou qual foi a postura apresentada pelo camisa 10 diante da possibilidade de disputar mais um Mundial.

"O Neymar foi super receptivo, o que não é surpresa alguma para mim. Acho que foi extremamente positiva, a mensagem que o Mister recebeu também foi positiva. De o Neymar entender que, em caso de convocação, ele seria mais um integrante daqueles 26 atletas e que ia fazer de tudo para merecer minutos, para merecer oportunidade, para merecer jogar. Como é da natureza de um atleta de alto nível, como é o caso dele", afirmou Caetano.

Ao comentar a reação do atacante quando recebeu o contato da CBF, Rodrigo Caetano ressaltou o perfil do jogador fora de campo e relembrou uma história antiga envolvendo o então jovem talento do Santos.

O dirigente contou que avisou previamente Neymar sobre a intenção de conversar com ele e recebeu resposta imediata:

"Eu avisei antes que queríamos falar com ele, de pronto ele atendeu. Ele é realmente um cara de alto astral, está sempre de cara boa. Eu não tive ainda o privilégio de estar no dia a dia com ele, mas a mensagem, a impressão que temos nós é justamente essa que muitos que o conhecem têm, de que ele é um cara de alto astral o tempo todo. É muito querido entre todos, porque a vida do Neymar foi sempre dentro do campo jogando, ele foi muito precoce em tudo."

Rodrigo também recordou ter visto Neymar atuar ainda nas categorias de base, quando o atacante jogava por equipes acima de sua faixa etária.

"Se eu puder te contar, eu estava começando a minha carreira como gestor lá na base do Grêmio e fui em um torneio interior de São Paulo, assisti a uma competição que era sub-15 e o Neymar jogava com 13 anos. Você imagina, numa idade essa, na qual um ano faz uma diferença enorme, ele jogava na equipe do Santos com dois anos a menos. E tudo para ele foi muito precoce."

Por fim, o coordenador da CBF relacionou o momento atual do atacante com a maturidade adquirida ao longo da carreira e o significado de disputar mais uma Copa do Mundo.

"Eu acho que essa meta que ele tinha de ir para uma Copa do Mundo, sua quarta Copa do Mundo, ser um dos recordistas de muitos números, eu acho que é um entendimento importante no auge da maturidade dele agora, na idade em que ele se encontra, de dizer: 'Poxa, eu sou um privilegiado e vou viver isso'."

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