O peso e a emoção de um retorno à Série B cada vez mais próximo
O peso do sonho
O Santa Cruz está carregando o peso de um sonho que, a cada rodada, fica mais próximo de virar realidade. Nove pontos em três jogos, liderança isolada e a certeza de que o acesso à Série B depende apenas de suas próprias forças. Depois do 1x0 sobre o Floresta, ontem, na Arena de Pernambuco, falta pouco. Muito pouco. Mas, neste Santa Cruz, vencer nunca foi sinônimo de tranquilidade. O caminho tem sido quase sempre tortuoso, apertado, sofrido. Não há futebol exuberante, domínio absoluto ou facilidade. Há luta. Há resistência. Há um time que parece precisar sofrer para encontrar o caminho da vitória. E, talvez por isso, cada triunfo tenha um sabor ainda mais especial. O belo voleio de Renato, aos 10 minutos, após cruzamento perfeito de Matheus Vinícius, colocou o Tricolor em vantagem. Depois, começou outra partida: a de suportar o adversário, proteger o resultado e não permitir que o sonho escapasse. Na única grande chance do Floresta no primeiro tempo, Thiago Coelho apareceu. Na segunda etapa, a defesa virou trincheira. O Santa fechou os espaços, afastou as bolas pelo alto e lutou por cada dividida. É um time que não vence porque torna o jogo fácil. Vence porque transforma a dificuldade em combustível. E suportou a pressão do rival. O lance de Matheus Vinícius, no final, é de quem joga com alma. A torcida, que está ao lado da equipe, vibra e se emociona com tudo que aconteceu. Falta pouco para o acesso. E, depois de tanto sofrer, cada passo rumo à Série B carrega o peso e a emoção de uma volta para casa.
Uma nova cara
Jogo difícil, com direito a falha de zagueiro e redenção no fim. Mais importante do que a vitória sobre o Juventude foi a sensação de que o Sport apresentou uma nova cara. Mais organizado, competitivo e com maior variação ofensiva – mesmo com poucas chances de gol. As mudanças fizeram diferença, principalmente com as entradas de William Oliveira e Fernando Sobral, que deram mais equilíbrio e segurança ao sistema defensivo. Não foi uma atuação perfeita, mas foi, sem dúvida, uma atuação diferente.
Virada de chave
Marcelo Ajul falhou no lance do pênalti do time gaúcho, mas se redimiu com o gol da virada. Além da vitória, o Sport conseguiu parar um problema recorrente: não sofreu o golpe fatal nos minutos finais. A vitória pode representar uma virada de chave nesta reta decisiva da Série B e recolocar o Leão na briga pelo G6. E chega no melhor momento possível: com confiança renovada para o clássico de sábado, contra o Náutico, nos Aflitos.
Corredor polonês
Sem Hélio dos Anjos no banco, o Náutico entra no temível “corredor polonês”: sete jogos contra adversários que estão acima na classificação. Na ida, o Timbu passou por esse trecho com apenas cinco pontos e futebol que deixou a desejar. Agora, não há espaço para repetir a história. A luta contra o Z4 exige uma arrancada imediata, porque a margem de segurança está cada vez mais estreita. Pontuar é obrigação; vencer o Cuiabá virou palavra de ordem.