Matemática do acesso: quantos pontos o Santa Cruz precisa para subir para a Série B?
Equipe de Cristian de Souza aposta no bom rendimento longe do Recife para buscar a classificação
O Santa Cruz começa a missão de se classificar para a Série B do Campeonato Brasileiro contra o Botafogo-PB, no domingo (6), na Arena de Pernambuco.
Além do time paraibano, a Cobra Coral briga por duas vagas de acesso no Grupo B com o Floresta e o Maringá. São seis partidas no total: três em casa e três fora.
Com a calculadora na mão, os tricolores já começam a desenhar a matemática do que a equipe de Cristian de Souza precisa fazer para conseguir o retorno à Segunda Divisão do Brasileirão pela primeira vez desde 2017. Mas, afinal, quantos pontos são necessários para que o Santa consiga o acesso?
Este formato da Série C vem sendo implementado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desde 2020, quando, em vez de quartas de final, semifinal e final, a competição instaurou um quadrangular final.
Desde então, a média de 9 a 10 pontos praticamente garante o acesso para a Série B. Foi o caso de Botafogo-SP e Vitória em 2022, Paysandu em 2023, Athletic, Ferroviária e Remo em 2024 e Londrina em 2025.
Passando por sufoco, times também subiram conquistando entre 7 e 8 pontos. Foi o caso do Operário em 2023, além de Náutico e São Bernardo em 2025.
Olhando para o lado da frustração, com sete pontos, Guarani e Floresta ficaram de fora do G2 em 2025. Já em 2023, o Volta Redonda não conseguiu a classificação mesmo com 10 pontos, assim como o São Bernardo, com 7, devido aos critérios de desempate.
DESEMPENHO EM CASA X FORA DE CASA EM 2026
Na temporada, o Santa Cruz tem a segunda pior campanha dos seus adversários jogando como mandante.
São 13 pontos em nove partidas, resultando em um aproveitamento de 48,15%. O Botafogo-PB lidera o quesito com 70,37%, seguido por Floresta (60%) e Maringá (51,85%).
A ausência do estádio do Arruda é frequentemente apontada como justificativa para a queda de rendimento do time. No entanto, o histórico recente na própria Arena de Pernambuco relativiza esse impacto.
No ano passado, durante a campanha de acesso da Série D para a Série C, o Santa Cruz também utilizou o estádio, e o fator torcida foi determinante, com recordes de público. Na atual temporada, mesmo mantendo bons públicos — com médias que variaram de 10 mil a quase 18 mil pessoas —, o aproveitamento caseiro caiu.
Nesta fase final, o ponto forte para a equipe de Cristian de Souza pode ser o desempenho quando joga longe de casa. Como visitante, o aproveitamento do Santa Cruz sobe para 53,33%, dividindo o posto de melhor do grupo neste critério com o Maringá.
Já os adversários encontram dificuldades fora de casa: o Botafogo-PB, forte na Paraíba, cai para 46,67% como visitante, enquanto o Floresta amarga a pior marca longe de seus domínios, com apenas 44,44%.