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Senegal é punido e perde o título da Copa Africana de Nações para Marrocos

O comitê de apelações da Confederação Africana de Futebol (CAF) retirou o título conquistado pelo Senegal e declarou Marrocos o vencedor

Por Marcos Leandro

Escalação de Marrocos

O comitê de apelações da Confederação Africana de Futebol (CAF) retirou o título conquistado pelo Senegal na Copa Africana de Nações (CAN) em 18 de janeiro, e declarou Marrocos o vencedor, anunciou a entidade máxima do futebol africano na noite desta terça-feira (17).

A CAF decidiu assim "declarar a seleção do Senegal excluída durante a final" vencida por 1 a 0 pelos senegaleses, "com o resultado oficialmente registrado como 3 a 0" a favor da seleção marroquina, especificou o comunicado.

 

 

Vários jogadores senegaleses deixaram o campo temporariamente durante a final em protesto contra uma decisão da arbitragem.

No dia 18 de janeiro, durante a final da Copa Africana de Nações em Rabat, no Marrocos, os 'Leões de Teranga' venceram um jogo caótico por 1 a 0.

Após um pênalti marcado para a seleção marroquina nos acréscimos do segundo tempo, logo depois de um gol do Senegal ter sido anulado, alguns jogadores senegaleses deixaram brevemente o campo antes de retornarem, enquanto torcedores revoltados tentaram invadir o gramado e atiraram objetos.

 

Esta decisão pode ser contestada junto ao Tribunal Arbitral do Esporte no prazo de dez dias.

Uma fonte próxima à Federação Marroquina de Futebol lembrou à AFP um precedente em outra competição africana.

Em 2019, o Espérance Sportive de Tunis foi declarado campeão da Liga dos Campeões da CAF, três meses depois de os jogadores do Wydad Casablanca terem abandonado o campo durante a final em protesto contra uma decisão do VAR.

No final de janeiro, o órgão disciplinar da CAF, sem, portanto, questionar o resultado final daquela partida, impôs uma série de sanções disciplinares, incluindo multas que somam centenas de milhares de euros, às federações de ambos os países por conduta antidesportiva e violações dos princípios do fair play.

A audiência de apelação de 18 torcedores senegaleses, presos desde a final e condenados a penas de prisão entre três meses e um ano por vandalismo, que estava marcada para segunda-feira, foi adiada para 30 de março.