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Copa do Mundo 2026: sete partidas estão sob suspeita de manipulação por apostas esportivas

A informação foi publicada no portal de notícias esportivas The Athletic, do New York Times, que teve acesso a relatório preliminar de uma entidade internacional que investiga manipulação de resultados por apostas em competições

Por Carlos Lopes

Folarin Balogun, atacante dos Estados Unidos

O portal de notícias esportivas The Athletic, do jornal norte-americano New York Times, publicou, nesta quinta-feira (23), que sete partidas da Copa do Mundo 2026 estão sob suspeita de manipulação por apostas esportivas.

A informação faz parte do relatório preliminar de uma entidade internacional que investiga e atua nos casos de prevenção de manipulação em eventos esportivos, conhecida como Grupo de Copenhague.

De acordo com o levantamento, o caso mais preocupante é o que mesmo que chamou a atenção do mundo devido à interferência do presidente Donald Trump na suspensão do cartão vermelho de Folarin Balogun, da seleção dos EUA.

Na mesma data, dia 2 de julho, da partida dos Estados Unidos contra a Bósnia, quando o atacante foi expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Klaus, a plataforma de apostas em criptomoedas Polymarket lançou um desafio aos apostadores: “Balogun vai jogar contra a Bélgica?”.

O detalhe é que a suspensão do cartão vermelho só foi anunciada três dias depois, em 5 de julho.

Conforme publicado pelo The Athletic, outras seis partidas estão sendo investigadas, mas com níveis de alerta inferior ao do caso Balogun.

Como o jogo de abertura do mundial, entre México e África do Sul, que teve um cartão vermelho mostrado ao sul-africano Themba Zwane aos 84 minutos.

O empate entre Espanha e Cabo Verde também entrou na rota de investigação devido ao valor recebido pela Polymarket: US$4,8 milhões em apostas.

Outra partida que entrou na lista de partidas suspeitas foi Espanha e Arábia Saudita, quando a arbitragem de vídeo demorou 3,5 minutos para anular o gol de Ferrán Torres.

Segundo a publicação do portal esportivo do New York Times, as partidas que geraram maiores preocupações na investigação da entidade são da última rodada da fase de grupos, quando os resultados definiram o chaveamento do restante da competição.

O relatório preliminar do Grupo de Copenhague, que atua também como órgão consultivo da própria Fifa, entra em conflito com o que a entidade já havia declarado:  nenhum indício de manipulação de jogos do mundial de 2026.

Durante a Copa do Mundo 2026, estima-se que o mercado de apostas tenha recebido valores na casa de US$ 240 bilhões, praticamente o dobro do apostado ao longo do Mundial do Catar, quatro anos antes.