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Beto Lago: 'O duelo de quatro gigantes nas semifinais da Copa'

As semifinais colocam frente a frente estilos diferentes, gerações distintas e algumas das maiores estrelas do planeta

Por Beto Lago

Taça da Copa do Mundo

Quatro gigantes
França x Espanha e Inglaterra x Argentina. A Copa do Mundo 2026 chega às semifinais com um cenário que poucos podem contestar. As quatro seleções foram as que apresentaram o futebol mais consistente, competitivo e convincente.

É verdade que decisões de arbitragem e falhas dos adversários influenciaram alguns resultados, mas isso faz parte da história da Copa, e não explicam a campanha. O desempenho, sim. Agora, a Copa muda de patamar. Não existe mais margem para oscilações, nem espaço para vitórias construídas na força da camisa. Os detalhes passam a decidir: um ajuste tático, uma substituição, uma bola parada ou o talento de quem resolve partidas grandes.

França e Argentina chegam um degrau acima. Não apenas pela tradição recente, mas porque têm jogadores capazes de alterar o rumo de um jogo em um único lance. Mbappé e Messi vêm confirmando esse protagonismo e travam disputa particular pela artilharia. A Inglaterra encontrou em Kane um líder técnico e emocional, enquanto a Espanha segue fiel ao futebol coletivo. Falta que Yamal, dono de um talento raro, transforme seu potencial em uma atuação decisiva.

As semifinais colocam frente a frente estilos diferentes, gerações distintas e algumas das maiores estrelas do planeta. Não há zebras, nem sobreviventes ocasionais. Restaram apenas quatro gigantes. E quando o Mundial reúne os seus melhores protagonistas na reta final, a expectativa deixa de ser apenas por dois grandes jogos. Passa a ser pela construção de capítulos que podem entrar para a história das Copas.

A força de um candidato
O Santa Cruz vai consolidando sua condição de protagonista na Série C. A vitória por 2x1 sobre o Barra teve emoção até o último lance, com bola na trave do adversário, mas premiou quem soube competir, suportar a pressão e aproveitar as chances. Terceiro triunfo seguido do Tricolor, sequência que fortalece a campanha e aproxima mais o time do quadrangular pelo acesso. E muito desse momento passa pelo trabalho de Cristian de Souza. O treinador conseguiu dar organização, competitividade e equilíbrio ao time coral.

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Timbu sem Reação
O Náutico que combatia, fazia marcação alta e sufocava os adversários desapareceu. Sem conseguir repetir aquele futebol competitivo, o Timbu perdeu mais uma na Série B, com direito a um tento sofrido sem Muriel no gol, lançado ao ataque para buscar o empate. A equipe se distancia do G6 e aumenta a preocupação do seu torcedor. E a frase do jornalista Clauber Santana, do GE, resume com precisão o momento alvirrubro: "O trabalho de Hélio e Guilherme como diretores é ruim, mas, como treinadores, piorou ainda mais."

O mesmo Sport de sempre
E o Sport repetiu um roteiro que virou marca da temporada: pouca criatividade e dependente do talento individual para produzir algo ofensivamente. Mais preocupantes são as decisões de Gilmar Dal Pozzo. Da escalação inicial às substituições, o treinador acumula escolhas difíceis de compreender, muitas sem efeito prático. A diretoria de futebol tem a obrigação de corrigir esses problemas. Se não tem competência, a presidência precisa assumir a responsabilidade.