Beto Lago: 'A alma argentina segue viva na Copa do Mundo'
O símbolo dessa reação foi Lionel Messi, que seguiu sendo maestro do time e do seu torcedor
A campeã está viva
A atual campeã do mundo mostrou por que jamais pode ser descartada. Em uma das partidas mais dramáticas desta Copa do Mundo, a Argentina buscou uma virada histórica diante do Egito, em um roteiro digno de cinema. Depois de um sufoco diante de Cabo Verde, jogando abaixo do esperado, a equipe parecia caminhar para uma eliminação precoce, mas encontrou forças na tradição, na personalidade e no talento de um grupo acostumado a decidir sob pressão.
O símbolo dessa reação foi Lionel Messi, que seguiu sendo maestro do time e do seu torcedor. O camisa 10 viveu todos os sentimentos em poucos minutos. Perdeu um pênalti quando o placar já era adverso, tornando-se alvo das críticas. Porém, mostrou por que é um dos maiores jogadores da história: chamou a responsabilidade, marcou o gol de empate e mudou o rumo da partida, deixando o papel de vilão para assumir, mais uma vez, o de herói. A virada incendiou a torcida argentina, que transformou as arquibancadas em Atlanta em uma extensão de Buenos Aires. Um espetáculo à parte.
A classificação, conquistada com sofrimento, pode representar muito mais do que uma vaga nas quartas de final. Pode ser o momento de virada emocional de uma seleção que cresce justamente quando é colocada contra as cordas. Agora, a Argentina chega ainda mais forte na luta por mais um Mundial.
A confiança foi renovada, o espírito competitivo reapareceu e o peso da camisa voltou a fazer diferença. Será que a Suíça, que superou a Colômbia nos pênaltis, terá forças para interromper essa caminhada ou a mística argentina continuará escrevendo mais um capítulo inesquecível?
Enquanto os argentinos festejam, as reclamações contra a arbitragem se multiplicam. E não é de hoje. Ao longo da Copa do Mundo, a Argentina é protagonista de lances polêmicos que alimentam a sensação de tratamento diferenciado. Pode ser coincidência. Pode ser apenas erro humano. Mas fica a impressão de que a Fifa não veria com maus olhos uma reedição da final de 2022. No futebol, porém, a maior vitória deve ser sempre a da imparcialidade.
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Quem segue vivo pelo sonho?
Agora, a expectativa é de uma quarta de final da Copa do Mundo histórica. A Argentina quer o quarto título, querendo igualar Itália e Alemanha e diminuir a distância para o Brasil, o único pentacampeão. Espanha e Inglaterra sonham com o bicampeonato. Já Marrocos, Bélgica, Noruega e Suíça lutam por um feito inédito: conquistar a primeira taça mundial. O cenário está aberto. Afinal, quem seguirá vivo na corrida pelo título?
Um presidente que unia o Sport e o futebol
Wanderson Lacerda está na história do Sport como um dos maiores presidentes que o clube já teve. Mais do que um vitorioso, era um homem que cultivava a união, o diálogo e o respeito, tratando com a mesma cordialidade aliados e adversários. Sua postura ajudou a fortalecer não apenas o clube, mas também o futebol pernambucano. Fica o legado de um grande gestor, de um homem íntegro e de um amigo leal. Descanse em paz, meu caro amigo.