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A diferença das eras e a covardia do VAR

Qualquer que seja o resultado, a Argentina dos últimos 12 anos será lembrada como o time da Era Messi

Por Roberto Gazzi

Lionel Messi na Copa do Mundo 2026

Messi chorou copiosamente ao final da vitória de virada da Argentina contra o Egito. O choro de um protagonista emocionado após um feito histórico. O craque que sabe que faz diferença nesta seleção argentina que joga com a raça de sempre, mas tem agora um jogador que jogo após jogo decide as partidas. Um jogador que quase abandonou a camisa azul e branca por durante muito tempo ser criticado em seu país por não ser visto como outro ídolo histórico, Maradona. Por ser modesto, calado, quase introspectivo, tudo exatamente ao contrário do jogador que fez a Argentina ganhar uma Copa do Mundo quase sozinho. A Argentina pode parar na próxima rodada contra a Noruega. Messi terá disputado, então, a sua última partida de Copa pela Argentina. Qualquer que seja o resultado, a Argentina dos últimos 12 anos será lembrada como o time da Era Messi. Vice na Copa no Brasil, campeã no Qatar, campanha com ao menos uma atuação épica.


Neymar também chorou ao fim da partida contra a Noruega. Não foi um choro copioso como o de Messi. Parecia mais um choro ensaiado, para as câmeras. Um certo tom dramático para marcar sua, como disse, última participação em uma Copa. Que foi muito boa na Copa do Brasil e marcada pelo cai-cai e partidas sem brilhos nas duas Copas seguintes. E com um final sem brilho nesta Copa, para a qual não deveria nem ter ido. O ídolo que comemorou fazendo propaganda para um bet ao ter sua convocação anunciada. Messi no mesmo momento mostrou a bandeira argentina. A era Neymar da seleção brasileira (não só por ele, claro) foi de fracassos.


Mas vale dizer que o choro de Messi poderia ter sido de tristeza por ver seu time desclassificado caso um gol do Egito não tivesse sido anulado. Talvez o gol mais lindo desta Copa. Neste lance entrou o que chamo de a covardia do VAR. Já tinha acontecido com o jogador norte-americano Balogun, que nem por isso justificaria a vergonhosa a anistia a ele comandada por Donald Trump. A covardia aconteceu novamente ontem. Futebol é um jogo de contato, de disputa da bola. Em ambos os lances houve contato entre dois jogadores, mas nada que justificasse uma falta. Mas quando o lance é revisado em câmera lenta e em close os contatos parecem quase criminosos, fica impossível o árbitro não voltar atrás na decisão que na velocidade do jogo pareceu apenas um encontrão. Azar do Egito, sorte do grande Messi.

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