Coluna Além da Bola: A maldição do hexa
O remédio para a ansiedade é relaxar e curtir o penta
Dizem as más línguas que o hexa vem de todo jeito este ano. No caso da seleção brasileira, se for campeã, claro, ou, maldosamente, se for eliminada pela sexta vez consecutiva da Copa do Mundo. Melhor que não viesse de jeito nenhum. Veja você: em Pernambuco, essa história de hexa acabou se tornando uma maldição já faz quase seis (sic) décadas.
Em Pernambuco, desde que o Clube Náutico Capibaribe foi hexacampeão estadual (1963 e 1968), o Sport Club do Recife bateu na trave duas vezes (pentacampeão de 1996 a 2000 e de 2006 a 2020) e o Santa Cruz Futebol Clube uma outra vez (1969 a 1973). O máximo que o Náutico alcançou nesse período foram três bicampeonatos (1984-1985, 2001-2002, 2021-2022). E o slogan "Hexa é luxo" virou algo tão vintage quanto "Música é cultura" e "Cinema é a maior diversão".
Nesse mesmo intevalo de tempo, o Leão, no entanto, além dos pentas, contabilizou um tetra (2023-2026), um tri (1980-1982) e um bicampeonato (1991-1992). E o Tricolor ainda alcançou um tri (2011-2013) e três bicampeonatos (1978-1979, 1986-1987, 2015-2016).
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No fim das contas, o culto ao hexa alvirrubro mais ajudou ou atrapalhou a jornada do Timbu nessas quase seis últimas décadas?
Agora voltemos ao cenário mundial de seleções. Até agora o Brasil é o único país pentacampeão (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002). No máximo, nesta edição, pode ser igualado pela Alemanha (sempre ela), que venceu os mundiais de 1954, 1974, 1990 e 2014. O outro tetra, a Itália (1934, 1938, 1982 e 2006), não frequenta a Copa desde 2014. Somos os únicos com as cinco estrelinhas no peito.
Portanto, o remédio para a ansiedade é relaxar e curtir o penta. No máximo secar a Alemanha. A sexta estrelinha pode até vir. Seria massa. Mas vai por mim. Aproveita o penta enquanto ele durar.
No cenário mundial, penta é luxo.