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Guia da Copa 2026: 10 craques para ficar de olho no Mundial

Astros chegam ao torneio cercados por expectativas, marcas históricas e sonhos de título

Por Gabriel Farias

Kylian Mbappé, Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Harry Kane

A Copa do Mundo é sempre palco para o surgimento de heróis improváveis, mas também para a consagração definitiva de grandes estrelas. Em 2026, o torneio reúne diferentes gerações: de veteranos que se despedem dos gramados mundiais a jovens talentos que podem marcar uma época.

Entre recordes, despedidas, busca por títulos inéditos e promessas de espetáculo, alguns nomes chegam aos Estados Unidos, México e Canadá cercados de expectativas.

Confira dez jogadores que merecem atenção especial ao longo do Mundial.

Lionel Messi (Argentina) 

A última dança do campeão do mundo

Quem imaginava que Lionel Messi encerraria sua trajetória em Copas após conquistar o tão sonhado título em 2022 se enganou. Aos 38 anos, prestes a completar 39 durante a competição, o camisa 10 retorna para sua sexta participação em Mundiais.

Fisicamente, já não apresenta a explosão de outros tempos, mas a genialidade permanece intacta. A cada toque na bola, Messi continua demonstrando capacidade de decidir partidas. Agora, porém, chega cercado por uma geração argentina mais madura, que permite ao craque dividir responsabilidades.

A Copa de 2026 também pode representar novos recordes para o argentino. Messi já é o jogador com mais partidas disputadas em Mundiais e ainda sonha em subir posições na lista dos maiores artilheiros da história da competição.

Mais do que números, será provavelmente a despedida definitiva do maior jogador da história recente do futebol em Copas do Mundo.

Cristiano Ronaldo (Portugal)

O único troféu que ainda falta

Se existe um título que ainda incomoda Cristiano Ronaldo, é a Copa do Mundo. Aos 41 anos, o português encara provavelmente seu último Mundial cercado pela melhor geração portuguesa das últimas décadas.

Diferentemente de outros ciclos, CR7 não precisa carregar sozinho o peso da equipe. Nomes como Vitinha, João Neves, Bruno Fernandes e Nuno Mendes dividem o protagonismo.

Maior artilheiro da história das seleções, Cristiano também segue acumulando marcas. Pode ampliar recordes de gols, partidas e participações em Copas.

O objetivo, porém, é simples: conquistar o único troféu que falta para completar uma das carreiras mais vitoriosas da história do esporte.

Kylian Mbappé (França)

Em busca da história

Campeão em 2018, vice em 2022 e artilheiro da última Copa do Mundo, Kylian Mbappé chega mais uma vez como uma das grandes atrações do torneio.

Aos 27 anos, o francês já soma 12 gols em Mundiais e pode iniciar uma perseguição histórica ao recorde de Miroslav Klose, maior goleador da história das Copas com 16 gols.

Individualmente, Mbappé vem de uma temporada impressionante pelo Real Madrid. Coletivamente, o clube não alcançou os resultados esperados, mas isso não diminui o impacto do atacante.

Com uma seleção repleta de estrelas, o camisa 10 francês surge novamente entre os favoritos para conquistar o prêmio de melhor jogador da competição.

Erling Haaland (Noruega)

A estreia aguardada

Poucos jogadores despertam tanta curiosidade nesta Copa quanto Erling Haaland. Após ficar fora do Mundial de 2022, o atacante do Manchester City finalmente disputará sua primeira Copa do Mundo. Dono de números impressionantes por clube, o norueguês terá a oportunidade de mostrar seu talento no maior palco do futebol.

A grande pergunta é até onde ele consegue levar uma seleção que não possui o mesmo peso das principais favoritas.

O poder de finalização, a força física e a capacidade de decidir jogos fazem de Haaland um dos atletas mais perigosos do torneio.

Lamine Yamal (Espanha)

O fenômeno de uma nova geração

Com apenas 18 anos, Lamine Yamal já é um dos melhores jogadores do planeta. O atacante liderou a reconstrução do Barcelona e chega à Copa como principal referência técnica da Espanha.

Sua capacidade de desequilibrar no um contra um, criar jogadas e decidir partidas o transformou rapidamente em um fenômeno mundial. Mesmo enfrentando uma recuperação física antes do Mundial, Yamal continua sendo peça central do projeto espanhol.

Caso esteja em plena forma, será um dos principais candidatos ao prêmio de melhor jovem jogador da competição, e talvez até algo maior.

Harry Kane (Inglaterra)

O artilheiro que joga como 10

Harry Kane vive talvez o melhor momento da carreira. Artilheiro da Copa de 2018 e dono de uma temporada extraordinária pelo Bayern de Munique, o inglês chega como um dos favoritos à Chuteira de Ouro.

O diferencial de Kane vai além dos gols. Poucos atacantes do mundo conseguem combinar capacidade de finalização com visão de jogo e construção ofensiva como ele.

Com uma Inglaterra recheada de talentos, o camisa 9 pode finalmente conduzir os ingleses ao título que escapou nos últimos anos.

Neymar (Brasil)

Tudo ou nada na última Copa

Nenhum jogador brasileiro chega ao Mundial cercado de tanta expectativa quanto Neymar. A convocação do camisa 10 movimentou o país. Aos 34 anos, ele disputa sua quarta e provavelmente última Copa do Mundo carregando o sonho de encerrar o jejum brasileiro.

As dúvidas físicas existem. O talento, não. Neymar pode ser o jogador mais criativo da seleção e uma última esperança de desequilíbrio individual em jogos decisivos.

O Mundial de 2026 representa sua chance de entrar definitivamente na galeria dos campeões do mundo e eternizar o nome entre os maiores vencedores com a Amarelinha.

Luka Modric (Croácia)

O craque que desafia o tempo

Aos 40 anos, Luka Modric segue encantando o futebol mundial. Líder da melhor geração da história da Croácia, o meia continua sendo o cérebro da equipe e o responsável por organizar o jogo dos balcânicos.

Seu físico já não é o mesmo de anos atrás, mas a inteligência permanece intacta. Modric continua encontrando espaços, controlando ritmos e decidindo partidas com uma naturalidade impressionante. Assistir ao croata jogar ainda é uma aula de futebol.

Manuel Neuer (Alemanha)

Revolucionou a posição e quer mais

Depois de anunciar aposentadoria da seleção e posteriormente retornar, Manuel Neuer disputará sua quinta Copa do Mundo.

O goleiro do Bayern de Munique transformou a função ao longo da última década e ajudou a redefinir o papel dos arqueiros modernos.

Mesmo aos 40 anos, segue sendo referência técnica e liderança absoluta dentro da seleção alemã. A Alemanha busca recuperar protagonismo, e grande parte dessa missão passa pelas mãos do veterano camisa 1.

Kevin De Bruyne (Bélgica)

O último maestro da geração belga

Durante mais de uma década, Kevin De Bruyne foi o símbolo da chamada geração de ouro da Bélgica. Ao lado de Courtois e Lukaku, transformou os Diabos Vermelhos em uma potência mundial. Faltou apenas o título.

Agora, aos 35 anos, o meia chega provavelmente para sua última Copa do Mundo liderando uma Bélgica em renovação. Mesmo longe do auge físico, continua sendo um dos melhores armadores do planeta.

Após encerrar um ciclo histórico no Manchester City e iniciar uma nova etapa da carreira no futebol italiano, De Bruyne segue demonstrando capacidade para decidir partidas com passes que poucos enxergam.