Álbum da Copa vira ferramenta terapêutica e figurinhas estimulam crianças neurodivergentes na socialização e na regulação emocional
Atividades de colecionar, organizar e trocar figurinhas podem trabalhar, de forma leve e acessível, habilidades importantes dentro e fora da terapia
Futebol e Copa do Mundo são temas muito familiares para crianças e adolescentes brasileiros. Mas o que pouco ainda se fala é como álbuns colecionáveis, como o Álbum da Copa, podem ser utilizados como ferramentas de desenvolvimento, interação social, linguagem, regulação emocional e inclusão, especialmente para crianças e adolescentes neurodivergentes.
E isso tem explicação: atividades de colecionar, organizar e trocar figurinhas podem trabalhar, de forma leve e acessível, habilidades importantes dentro e fora da terapia, estimulando funções cognitivas e sociais.
"No caso do Álbum da Copa 2026, a ferramenta está especialmente relevante: é o maior da história, com 980 figurinhas, o que reforça ainda mais seu potencial como recurso lúdico e terapêutico", afirma a pedagoga e sócia da Clínica Mundo da Aprendizagem, Elizabete Souza.
Como o Álbum da Copa pode ser trabalhado como ferramenta terapêutica para crianças e adolescentes neurodivergentes: organização e categorização (separar por países, cores, números); flexibilidade cognitiva (lidar com repetidas, esperar a troca); comunicação social (“você troca comigo?”, negociação, turnos de conversa); tolerância à frustração (figurinhas difíceis, álbum incompleto); atenção compartilhada entre pais, irmãos e colegas; iniciação de conversa; contato social mediado por interesse comum.
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