Em muitos domicílios brasileiros, o ar-condicionado consome mais energia que o chuveiro elétrico, sobretudo quando funciona continuamente nos dias quentes. Esse tipo de aparelho pode se tornar um dos maiores gastos mensais da residência porque funciona por muitas horas e eleva a conta de luz.
O consumo médio de uma família brasileira fica entre 150 e 200 kWh mensais, segundo Edval Delbone, engenheiro elétrico do Instituto Mauá de Tecnologia, em entrevista ao Guia de Compras em 2023.
Um quarto de 15 metros quadrados com um aparelho de 1000 W funcionando 8 horas por noite consome 240 kWh no mês, o suficiente para superar sozinho o consumo total de uma casa.
Pequenas mudanças no uso reduzem o consumo
Manter o aparelho ligado continuamente em um ambiente fechado exige menos energia do que desligá-lo e religá-lo várias vezes. O compressor gasta mais para iniciar e resfriar o espaço do zero do que para manter a temperatura já alcançada.
Por isso, janelas e portas devem permanecer fechadas para impedir que o frio escape e force o compressor a trabalhar além do necessário. A temperatura interna ideal para o corpo humano fica entre 23°C e 25°C. Abaixá-la demais força o motor a funcionar sem necessidade e eleva o consumo de energia.
O aparelho também não deve ficar exposto ao sol direto, pois isso aumenta a carga térmica que precisa remover. Objetos como toalhas diante do equipamento bloqueiam o fluxo de ar e reduzem sua eficiência.
Tecnologia inverter reduz o consumo
O timer automático desliga o ar-condicionado no horário programado e evita o funcionamento desnecessário durante a noite. Muitos modelos têm modo econômico, que reduz o gasto sem comprometer significativamente o conforto. A escolha de um aparelho inverter pode gerar economia porque o sistema opera continuamente em velocidade variável, sem os ciclos intermitentes de liga e desliga típicos dos equipamentos tradicionais.
Nos aparelhos convencionais, o compressor liga e desliga em ciclos, gastando muita energia a cada reinicialização. Os modelos com tecnologia inverter funcionam continuamente, sem desligar completamente, e podem ser mais vantajosos a longo prazo, mesmo com custo inicial maior. O mercado oferece modelos inverter de R$ 2.100 a R$ 3.000, conforme levantamento feito em fevereiro nas principais lojas on-line.
Opções de equipamentos disponíveis
Entre os aparelhos inverter estão o split HW LG Dual Inverter Voice 9.000 BTUs, o split inverter Elgin Eco 12.000 BTUs frio, o inverter Philco 12.000 BTUs quente e frio. O split inverter 9.000 BTUs EOS Master Comfort, o split Springer Midea Airvolution Connect inverter 9.000 BTUs frio e o split inverter Samsung WindFree Connect 12.000 BTUs frio. Cada modelo oferece funcionalidades distintas e atende a diferentes orçamentos dentro dessa faixa de preço.
Por que aparelhos inverter consomem menos energia
A tecnologia inverter funciona de forma diferente dos aparelhos tradicionais. Enquanto os modelos convencionais ligam e desligam o compressor repetidamente, gastando muita energia a cada reinicialização, os aparelhos inverter mantêm o compressor funcionando continuamente e ajustam a velocidade conforme necessário. O motor trabalha em rotação variável: acelera quando precisa remover mais calor e desacelera quando o ambiente chega à temperatura desejada.
Essa operação contínua sem os ciclos intermitentes de parada e partida reduz significativamente o desperdício de energia. A diferença é tão importante que a nova metodologia de cálculo de eficiência energética aprovada pelo governo diferencia especificamente os equipamentos com rotação variável dos de rotação fixa, reconhecendo que essa tecnologia representa um avanço real no consumo.










