Escolher o tomate certo na feira muda o resultado final do prato. Cada variedade tem características próprias de sabor, textura e acidez, que influenciam o preparo de saladas e molhos. Tomates mais aguados ficam alaranjados no preparo dos molhos, enquanto variedades secas duram menos na geladeira.
Entender essas diferenças ajuda a escolher o tomate para uma salada fresca ou uma macarronada com molho vermelho intenso.
Tomates ideais para saladas
Qualquer tomate pode ser usado em saladas, mas cada variedade oferece uma experiência diferente. O carmem é o mais comum, aquele encontrado em qualquer mercado, e seu sabor suave combina com uma salada refrescante. É muito aguado e não tem sabor marcante, e por isso, não funciona em molhos e deixa a preparação alaranjada, e sua principal vantagem é durar muito tempo na geladeira.
O caqui tem formato parecido com o do carmem, mas sabor mais ácido e fresco, com pouca doçura. Assim como o carmem, não é indicado para molhos, exceto o molho à campanha. Já o holandês, vendido com o ramo ainda preso, é mais doce e combina com quem prefere menos acidez na salada.
Nesse caso, observe se o ramo está amarronzado antes de comprar. O cereja, aquele menorzinho, traz um toque especial em saladas e fica excelente quando confitado com alho.
Tomates para molhos: Débora e italiano em destaque
Para molhos, dois tipos se destacam: o débora e o italiano. O débora é mais alongado, lembra o italiano e fica entre o carmem e o italiano: é menos ácido que o primeiro, mas tem mais sementes. As sementes aumentam a acidez do molho, e remova-as se quiser um tempero mais suave desde o início.
O tomate italiano é o mais indicado para molhos, e é mais carnudo e tem menos sementes, o que resulta em uma preparação mais encorpada, densa e de sabor marcante. Diferentemente do carmem, que deixa o molho alaranjado e aguado, o italiano produz um resultado mais tradicional e concentrado.
O tomate débora é uma opção versátil para saladas e molhos. Normalmente mais barato que o italiano, oferece qualidade próxima à dele nos molhos, embora chefs considerem seu uso mais apropriado nas saladas. Assim, a escolha depende do preparo: o carmem e o holandês combinam mais com saladas, enquanto o italiano e o débora funcionam melhor nos molhos.










