A Chevrolet reajustou os preços de oito modelos no Brasil na última terça-feira, 20. O aumento atingiu desde o compacto Onix até modelos maiores, como Montana, Tracker, Spin, S10, Sonic e Equinox. Os modelos chineses Spark EUV e Captiva EV, além da Silverado e dos SUVs Blazer EV e Trailblazer, ficaram fora da tabela revisada.
O Equinox teve o maior reajuste absoluto entre os dois segmentos em que é vendido. O SUV saiu de R$ 291.290 e chegou a R$ 296.090, uma diferença de R$ 4.800. As duas versões disponíveis, Activ e RS, mantêm o mesmo preço de tabela, apesar das diferenças de equipamentos.
Montana: cinco aumentos em cascata
A picape Montana teve a maior variedade de reajustes entre os modelos afetados. A versão base Sem Nome subiu R$ 1.900 e passou a custar R$ 134.990, o maior aumento percentual da linha. A LTZ recebeu o mesmo acréscimo e agora custa R$ 157.990, enquanto a LT ficou R$ 1.600 mais cara e chegou a R$ 140.990.
As versões RS e Premier receberam o mesmo aumento, de R$ 1.800, embora tenham preços distintos. Com isso, a RS alcançou R$ 173.190 e a Premier chegou a R$ 165.990. Os reajustes crescem conforme o posicionamento das versões no catálogo, refletindo a estratégia da marca para diferentes segmentos de mercado.
Onix e Onix Plus: reajustes seletivos
O Onix manteve três versões sem aumento: Log, Sem Nome Turbo Manual e Eco Turbo automática continuam com o mesmo preço. O modelo parte de R$ 99.990, e já a versão topo de linha sobe para R$ 122.490, diferença que reflete a segmentação interna da gama hatch.
A versão Sem Nome 1.0 aspirada subiu R$ 1.100 e agora custa R$ 103.990. Pro e Sem Nome Turbo automática receberam o mesmo acréscimo e chegaram a R$ 105.490 e R$ 105.790, respectivamente. A Activ ficou R$ 1.200 mais cara, alcançando R$ 117.390. As versões de topo, Premier e RS, subiram R$ 1.300 cada e chegaram a R$ 122.490.
No sedã Onix Plus, apenas a Eco Turbo automática escapou do reajuste e manteve o preço de R$ 103.990. A Sem Nome 1.0 manual recebeu o maior aumento da linha: subiu R$ 2.700 e passou a custar R$ 112.790. Com isso, ficou mais cara que a Sem Nome Turbo manual, que subiu R$ 1.100 e chegou a R$ 110.090.
O LTZ Turbo automático alcançou R$ 121.390 com reajuste de R$ 1.200, enquanto a Premier, topo de linha, custa agora R$ 126.590, depois de encarecer R$ 1.300.
S10: caminhonete com reajustes acima de R$ 4 mil
A caminhonete S10 concentra alguns dos maiores aumentos absolutos do reajuste. O modelo agora parte de R$ 259.990 na versão WT Chassi, que subiu R$ 4.400 — a maior elevação da gama. A WT com cabine simples alcançou R$ 268.990 após encarecer R$ 3.300, enquanto a cabine dupla manual passou a R$ 290.190 com aumento de R$ 4.300.
A WT automática com cabine dupla custa agora R$ 307.690, após um reajuste de R$ 3.100. A Z71 encareceu R$ 3.300 e chegou a R$ 328.590. A LTZ recebeu aumento de R$ 3.800 e alcançou R$ 337.490. Trail Boss e High Country ficaram R$ 3.500 mais caras e chegaram a R$ 344.790 e R$ 352.290, respectivamente.
A sequência de reajustes acompanha a hierarquia de equipamentos e motorização entre as configurações.
Por que alguns modelos escaparam do reajuste
A Chevrolet não incluiu na tabela revisada os modelos chineses Spark EUV e Captiva EV, a Silverado e os SUVs Blazer EV e Trailblazer. Essa escolha sugere uma estratégia de proteção de segmentos específicos: os elétricos e a caminhonete premium não tiveram aumento, enquanto modelos de maior volume e mais tradicionais foram reajustados.
Com isso, a marca preservou sua competitividade em nichos onde não quer perder clientes. Nem toda versão de um mesmo modelo recebeu aumento, e no Onix, as versões Log, Sem Nome Turbo Manual e Eco Turbo automática mantiveram os preços anteriores.
O Onix Plus teve a Eco Turbo automática preservada, e a Spin manteve a Sem Nome automática no mesmo valor. Essas exceções ocorrem justamente nas versões de entrada, sinalizando que a marca decidiu manter alguma acessibilidade nos pontos de partida de cada gama.
Por que o Onix Plus Sem Nome 1.0 ficou mais caro que a versão Turbo?
O aumento de R$ 2.700 na Sem Nome 1.0 manual elevou seu preço a R$ 112.790, acima da Sem Nome Turbo manual que subiu apenas R$ 1.100 e ficou em R$ 110.090. Essa inversão paradoxal, conforme apontado pela própria análise, sugere que o reajuste não seguiu uma lógica uniforme entre motorizações.
Possivelmente reflete estratégias diferentes por tipo de combustível ou câmbio, não por equipamento ou potência.










