O empresário Rodrigo Tomasi, executivo de uma empresa de logística, deixou sua rotina de forma temporária para dirigir um caminhão. Habilitado para esse tipo de veículo, ele partiu do Vale do Taquari rumo a São Paulo, em uma viagem de ida e volta com mais de 4 mil quilômetros.
A ideia é sentir na pele o que vivem os profissionais que rodam pelas estradas todos os dias. Trânsito pesado, prazos apertados, rodovias em condições variadas e a necessidade de conciliar as horas ao volante com o descanso fazem parte do roteiro, que deve durar cerca de 10 dias.
Mais do que apenas dirigir
Encarar o volante é só uma parte da jornada de Rodrigo, e ao longo do caminho, também entram carregamentos, entregas, paradas estratégicas, definição de rotas. Contato com a torre de controle, procedimentos ligados à segurança da carga e imprevistos que surgem no meio do percurso.
O que normalmente aparece em planilhas, sistemas e relatórios dentro de um escritório passa a ser vivido de forma direta nas estradas. Essa mudança de ponto de vista aproxima a rotina de gestão da realidade enfrentada por quem passa a maior parte do tempo longe de casa, atrás do volante.
Escuta como ponto central da viagem
A viagem também busca escutar quem está na ponta da operação. Conhecer de perto as dificuldades do dia a dia ajuda a identificar pontos de melhoria e pensar em soluções mais próximas da realidade de quem vive na estrada.
A troca de papéis entre quem administra e quem executa tende a revelar detalhes que não aparecem em relatórios. Pequenos obstáculos do cotidianocomo um atraso no carregamento, uma rodovia esburacada, a dificuldade de encontrar um ponto seguro para descansar, ganham peso diferente quando vividos, não apenas lidos.










