A Globo avalia pagar cerca de R$ 3 milhões por mês a Celso Portiolli para tirá-lo do SBT, segundo informações divulgadas pelo colunista André Romano, do Observatório da TV. O valor representaria um salto de 233% em relação ao que o apresentador ganha hoje na emissora fundada por Silvio Santos.
Atualmente, o salário fixo dele no SBT giraria em torno de R$ 400 mil mensais. Patamar que pode subir para próximo de R$ 900 mil quando entram contratos publicitários e ações comerciais somadas.
Negociação ainda sem confirmação
Nenhuma das partes envolvidas confirmou publicamente os valores. Nem Globo, nem SBT, nem o próprio apresentador se manifestaram sobre os números, que por ora circulam apenas como informação de bastidores da indústria televisiva.
A eventual contratação estaria amarrada a um projeto específico dentro da grade de domingo da Globo. Uma das ideias discutidas seria um game show para o horário logo após o Fantástico. E a diretoria de contratos da emissora já teria recebido sinalização sobre o orçamento disponível para essa disputa.
Um ano de pausa antes da estreia
Caso o acerto avance, Portiolli passaria por um intervalo de até um ano sem aparecer na TV enquanto a nova atração fosse desenvolvida. Esse tipo de pausa costuma acontecer quando uma emissora recruta um nome forte da concorrência: dá tempo para ajustar formato, elenco e estreia sem pressa.
No SBT, o apresentador hoje comanda cerca de sete horas de programação ao vivo todos os domingos, à frente do Domingo Legal. Uma mudança desse porte significaria reorganizar não só sua agenda, mas também o quadro de atrações que ele deixaria para trás.
Três décadas construindo uma trajetória
Celso Portiolli chegou ao grupo de Silvio Santos em 1993 e, desde então, consolidou seu nome na televisão brasileira. Em 2009, assumiu o comando do Domingo Legal após a saída de Gugu Liberato, e o programa virou sua marca registrada na emissora.
Uma troca de casa nesse momento, e com salário milionário envolvido. Seria um dos movimentos mais relevantes da televisão aberta brasileira em anos recentes — tanto pelo valor da proposta quanto pelo espaço que o apresentador ocuparia na nova grade.










