O ator Bruno Gagliasso está de luto pelo falecimento de de seu pai, Paulo César Marques, que morreu aos 79 anos no último dia 28 de setembro. Ele foi velado no dia 29 do último mês pós internação no CTI de um hospital no Rio de Janeiro. Durante a internação, Paulo César sofreu um acidente vascular cerebral e precisou passar por duas cirurgias cardíacas, e a família não revelou a causa da morte.
Para esclarecer os sinais dessa condição grave, o neurocirurgião Orlando Maia, do Hospital Quali Ipanema, descreveu ao Caras os sintomas que alertam para um AVC em desenvolvimento. O médico explicou que a paralisia é o sinal mais comum e pode afetar um lado inteiro do corpo ou apenas um braço ou uma perna.
Sinais de alerta do AVC
Além da paralisia, a pessoa pode perder a fala ou falar de forma ininteligível. Alterações na visão também podem ocorrer, especialmente quando afetam apenas um lado do campo visual. Esses sinais surgem de repente, sem aviso prévio, e essa rapidez caracteriza a doença vascular cerebral.
O acidente vascular tem duas variantes principais, segundo o médico. A forma hemorrágica, que representa 20% dos casos, ocorre quando um vaso sanguíneo se rompe, seja por hipertensão arterial, seja por problemas circulatórios, como aneurismas ou malformações arteriovenosas. Já o tipo isquêmico, responsável por 80% dos eventos, acontece quando um coágulo bloqueia a circulação no cérebro.
Como o entupimento acontece
O entupimento do vaso pode resultar de doenças do coração, como a fibrilação atrial, que enviam um coágulo pela circulação até o cérebro. Também pode resultar de uma doença no próprio vaso cerebral, que provoca a obstrução e interrompe a circulação.
AVCs durante internações hospitalares
Acidentes vasculares cerebrais ocorrem com frequência durante a internação, e a fibrilação atrial pode desencadear um evento, assim como a hipertensão arterial descontrolada. Após cirurgias para outras condições, às vezes um coágulo se solta e obstrui um vaso cerebral, causando um AVC pós-operatório.
Opções de tratamento
Os dois tipos de AVC requerem estratégias distintas, e no hemorrágico, frequentemente é necessária uma intervenção cirúrgica para drenar o sangramento e estabilizar o paciente. No isquêmico, o tratamento pode ser clínico ou cirúrgico, dependendo da extensão da obstrução e do tempo decorrido desde o início dos sintomas.
Reconhecer os sinais nos primeiros minutos aumenta as chances de recuperação sem sequelas graves. A paralisia súbita de um lado do corpo e a dificuldade para falar ou enxergar devem levar à busca imediata por atendimento de emergência.










