Falecido em abril deste ano, aos 68 anos, o ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, o Mão Santa, tinha dentro de sua casa um cômodo de cerca de 45 metros quadrados reservado às lembranças de sua passagem pelo esporte. Ali, ele acumulou ao longo dos anos itens que remontavam às diferentes fases de sua carreira como jogador.
A residência ganhou as telas da TV em outubro de 2014, quando recebeu a visita de Celso Portiolli para o quadro De Quem É Essa Mansão?, do SBT. Durante a visita, o apresentador foi acompanhado de Pedro Manso e da personagem Nina. O apresentador mostrou como a carreira de Oscar estava presente nos ambientes da propriedade, onde as recordações funcionavam como peças de decoração e preservação de sua história.
Uma coleção que cruzava décadas
Na mansão, medalhas, camisas de clubes, contratos, tênis e troféus ocupavam o mesmo cômodo, que funcionava como um museu pessoal. Um dos destaques do acervo era a medalha de ouro que a Seleção Brasileira levou para casa depois de vencer os Estados Unidos por 120 a 115, na final do Pan-Americano de Indianápolis, disputado em 1987.
Oscar também guardava documentos de sua passagem pelo Flamengo, incluindo um contrato que tinha Zico e Romário como testemunhas. Além dos troféus principais, o ex-jogador preservou uma pequena cesta ligada aos seus primeiros arremessos na juventude.
A coleção reunia objetos dos momentos iniciais às conquistas internacionais de sua carreira. Fotografias e documentos completavam o acervo, com registros de sua trajetória em equipes brasileiras e no exterior.
A trajetória de quase três décadas nas quadras
Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, Schmidt construiu uma carreira de quase três décadas no basquete, defendendo equipes brasileiras e europeias além da Seleção Brasileira em diversas competições internacionais. Foram cinco passagens seguidas pelos Jogos Olímpicos ao longo da carreira do atleta, que se aposentou das quadras em 2003.
Nos Jogos Pan-Americanos de 1987, disputados em Indianápolis, Oscar ajudou o Brasil a conquistar a medalha de ouro.
A mansão como guardião de uma história
Ao preservar essas lembranças na residência, Oscar reunia na sala de 45 metros quadrados objetos ligados a diferentes momentos de sua vida como atleta. A mansão funcionava, assim, como um espaço de preservação de sua história nas quadras. Além de decorar a casa, a coleção funcionava como um arquivo pessoal da carreira de Oscar Schmidt no basquete brasileiro.










