Laura Lee Yourex, de 63 anos, moradora de Costa Mesa, cidade localizada na Califórnia, nos Estados Unidos, se declarou culpada por registrar sua cadela para votar e enviar cédulas eleitorais em nome do animal nas eleições estaduais. O caso foi relatado pelo jornal Los Angeles Times e repercutiu na imprensa estadunidense.
Ela admitiu culpa por um crime menor — registro fraudulento de pessoa inexistente — na Corte Superior do Condado de Orange. Como parte do acordo de confissão, os promotores vão retirar quatro acusações de perjúrio e dois crimes relacionados à falsificação de documentos.
No entanto, Yourex será sentenciada em 16 de outubro. Ainda não está claro quais penalidades ela enfrentará, já que o acordo reduzido elimina a possibilidade de uma pena de até seis anos de prisão pelas acusações originais.
Como o esquema foi descoberto
Yourex compartilhou publicamente sua fraude em redes sociais, o que levou à sua descoberta. Em janeiro de 2022, ela publicou uma foto da cadela, um boxer chamado Maya Jean Yourex, com um adesivo de “votei” enquanto segurava uma cédula eleitoral fraudulenta.
A mulher foi acusada de enviar cédulas em nome da cadela para a eleição de revogação do governador em 2021 e para a eleição primária de 2022. Segundo promotores, a cédula de Maya foi contada na eleição de revogação, mas rejeitada no ano seguinte. Não está claro como “Maya” votou, mas registros indicam que o animal estava registrado como sem preferência partidária.
Um último voto após a morte do animal
Em outubro de 2024, outro voto foi registrado em nome de Maya, apesar da cadela ter morrido havia pouco tempo. Yourex postou uma foto da cédula e da placa de identificação do animal com a legenda “maya está recebendo sua cédula ainda”.
O registro eleitoral do Condado de Orange contatou o promotor público depois de Yourex denunciar a si mesma. De acordo com a lei eleitoral da Califórnia, os eleitores precisam preencher um formulário de registro com nome completo, residência, endereço de correspondência, data de nascimento e filiação partidária e certificar que são cidadãos. Enviar um formulário falso pode constituir perjúrio.










