Um garoto de 11 anos foi detido pela polícia de Oviedo, cidade localizada no estado da Flórida, nos Estados Unidos, enquanto circulava em uma bikecross elétrica que havia ganhado do pai. Para comprar o presente, a criança passou o verão fazendo tarefas domésticas até juntar os US$ 900 necessários.
Duas policiais abordaram Cade Kirchner no acostamento de uma via, quando ele seguia para um pesqueiro durante o feriado americano do Dia do Trabalhador. O menino disse ao site local ClickOrlando que evitava a calçada para não assustar pedestres e a rua para não incomodar motoristas.
Motor de alta potência gera confusão legal
As policiais constataram que o modelo não tinha pedais e contava com motor de 4.500 watts. Pela lei do estado, essa combinação classifica o veículo como moto elétrica e exige habilitação do condutor.
Como estava sem documento de identificação, Cade teve as digitais coletadas para o registro da ocorrência. A investigação agora apura uma possível infração por falta de registro, seguro, habilitação e óculos de proteção durante o trajeto.
Pai chama caso de exagero
O menino e um responsável precisam se apresentar ao tribunal na próxima terça-feira (29), no mesmo horário das aulas dele no sexto ano. Chris Kirchner, pai da criança, disse à imprensa americana que considera o caso um dos maiores exageros da Justiça que já viu.
Ele afirmou que a policial tratou o filho como um adulto em uma moto e que um guincho foi acionado para confiscar uma bicicleta minúscula. Para Chris, a resposta policial foi desproporcional à infração.
Divisão de opiniões nas redes
A repercussão dividiu internautas nos Estados Unidos. Parte dos comentários defendeu a atuação do Departamento de Polícia de Oviedo, citando riscos reais de acidentes causados por veículos elétricos que operam em zonas cinzentas da legislação de trânsito.
Outros usuários questionaram a proporcionalidade da ação contra uma criança de 11 anos, avaliando que o rigor da fiscalização soou desnecessário diante da gravidade do caso. O episódio expôs como normas pensadas para motocicletas convencionais ainda geram confusão quando aplicadas a modelos elétricos populares entre jovens.










