Maria Guilhermina, de 4 anos de idade, deixou o hospital após mais de 20 dias internada e voltou para uma residência transformada em centro de cuidados intensivos, e filha do ator Juliano Cazarré de 46 anos, e da jornalista Letícia Cazarré, de 42, ela convive desde o nascimento com uma cardiopatia grave que redefiniu a estrutura da mansão da família no Rio de Janeiro.
A menina foi diagnosticada ainda na gestação com Anomalia de Ebstein, um defeito nas válvulas cardíacas que compromete a circulação do sangue. Ela passou os primeiros sete meses de vida internada em São Paulo antes de a família se mudar para a capital fluminense. A mudança sinalizou a necessidade urgente de preparar um espaço próprio para os cuidados contínuos que a condição exige.
A transformação da mansão em estrutura hospitalar
Com a mudança definitiva para o Rio de Janeiro, equipamentos de suporte vital, cilindros de oxigênio e uma equipe de enfermagem de plantão passaram a fazer parte da rotina doméstica do casal. Circuitos elétricos independentes mantêm respiradores e monitores cardíacos sempre ligados.
Uma central de insumos abriga medicamentos de uso diário, seringas e materiais esterilizados, enquanto um espaço específico foi destinado à higienização de enfermeiros e fisioterapeutas antes de qualquer contato com a criança. O sistema de climatização também recebeu ajustes para manter temperatura estável e reduzir a exposição a agentes que poderiam agravar o quadro respiratório.
Um isolamento acústico parcial no quarto ajuda a preservar o silêncio necessário para a recuperação.
Como a família equilibra a rotina médica e a convivência
Vicente, de 16 anos, Inácio, de 14, Gaspar, de 7, Maria Madalena, de 4, e Estêvão, de 2, dividem a casa com a irmã caçula. A distribuição dos ambientes separa as áreas de uso diário do espaço médico. Os cinco irmãos mantêm brincadeiras e estudos sem interferir na rotina clínica intensiva de Maria Guilhermina, e a planta da residência permite separar as duas atividades.
Embora a Anomalia de Ebstein não tenha cura, é possível corrigir a válvula tricúspide por cirurgia, caminho que a família já percorreu com a menina em múltiplas ocasiões.
Planejamento para a chegada do 7º filho
No dia 24 de setembro, Juliano e Letícia anunciaram publicamente que estão à espera do sétimo filho. A experiência acumulada com a saúde de Maria Guilhermina deu à família um repertório prático sobre como equilibrar espaço, silêncio e atenção médica sob o mesmo teto.
A mansão do casal segue como base estruturada para a chegada do novo membro, com a infraestrutura hospitalar já incorporada ao cotidiano familiar.










