Uma das principais marcas do mercado automotivo mundial, a Chevrolet perdeu 4,2 pontos percentuais de participação em meio aos consumidores brasileiros entre 2022 e agosto de 2026: caiu de 14,7% para 10,5%, a maior queda entre as marcas tradicionais. O recuo coincide com o avanço das fabricantes chinesas, sobretudo BYD e GWM, que conquistaram espaço rapidamente no país.
O levantamento da Bright Consulting mostra uma reconfiguração do setor automotivo brasileiro. Enquanto marcas consolidadas encolhem, as chinesas avançam e alteram a disputa por clientes que historicamente preferiam nomes estabelecidos.
As tradicionais que mais recuaram
Além da Chevrolet, outras marcas de longa trajetória também perderam participação no mercado. A Toyota cedeu 4,1 pontos, de 9,9% para 5,8%. A Jeep reduziu sua fatia em 3,2 pontos, de 7,1% para 4%. A Hyundai recuou 3,1 pontos, e a Fiat perdeu 2,4 pontos de participação.
Renault, Peugeot, Citroën e Mitsubishi também perderam participação, mas em proporções menores. A Nissan teve a menor queda, de 0,2 ponto, e foi a marca tradicional mais resistente à pressão das concorrentes chinesas no período.
A invasão chinesa e suas lideranças
A BYD lidera entre os novos entrantes. A marca ganhou 7,8 pontos, partindo de zero em 2022, e chegou à quarta colocação geral do mercado brasileiro. A GWM, segunda chinesa em desempenho, ganhou 2,9 pontos, enquanto a Geely somou 1,8 ponto. A Caoa Chery, que já atuava no país, também avançou 0,9 ponto. Agora, seis marcas chinesas estão entre as 20 maiores do Brasil: BYD, GWM, Caoa Chery, Geely, Omoda e Jaecoo.
Quem manteve força entre as tradicionais
Nem todas as fabricantes estabelecidas perderam posição. A Volkswagen cresceu 2,6 pontos e alcançou a segunda colocação geral, enquanto a Honda avançou 1 ponto. A Ford encerrou a produção local em 2021, mas ganhou 0,9 ponto com as vendas de importados. A Ram registrou o mesmo avanço.
No mercado de usados, modelos mais antigos como Celta, Palio e Nissan Kicks valorizaram em julho, enquanto modelos de maior volume, como Onix, Compass e Fox, perderam valor. Esse movimento indica uma busca por alternativas mais acessíveis diante da concorrência chinesa.










