Uma das principais montadoras do mundo, a Mercedes-Benz conta com uma linha de montagem de veículos e outra responsável pela fabricação de conjuntos de propulsão. Segundo a marca alemã, a ideia é manter as unidades em funcionamento, mas isso passa por conseguir tornar a produção mais enxuta e barata.
Um problema que vai além da Mercedes
A pressão sobre a fabricante reflete as dificuldades de todo o setor automotivo da Alemanha. No país europeu, a Volkswagen já apresentou um plano para fechar pelo menos três fábricas no país e cortar até 100 mil empregos até o fim da década. O plano dá a dimensão da reestruturação em curso na indústria.
Enquanto isso, concorrentes chineses com custos menores de produção têm ganhado espaço no mercado. Some-se a isso o impacto das tarifas cobradas pelos Estados Unidos sobre carros importados, que tornam mais custosa a atuação de montadoras com forte presença no comércio internacional.
O governo alemão afirma que quer preservar os empregos na indústria, mas as empresas privadas continuam tomando decisões diante da pressão financeira.
Trabalhadores nas ruas contra os cortes
Milhares de trabalhadores da indústria automotiva foram às ruas em diferentes cidades da Alemanha em protestos convocados pelo sindicato IG Metall, que faz oposição aos planos de corte de vagas no setor.
Enquanto isso, os trabalhadores das duas plantas apontadas como candidatas ao fechamento seguem sem saber se seus empregos estão entre os ameaçados. O desfecho depende agora do avanço das negociações internas sobre redução de gastos e aumento da produtividade nas linhas de produção da montadora alemã.
O chefe de produção da montadora, Michael Schiebe, afirmou na última terça-feira, 22, que a preservação das fábricas depende de novas medidas para reduzir custos. A mensagem foi repassada em um encontro com trabalhadores do setor produtivo.
Atualmente, a Mercedes enfrenta a pressão de montadoras chinesas concorrentes, além das tarifas impostas pelos Estados Unidos. A empresa também encara como desafio a produtividade a nível nacional, e por isso, esses elementos estão contribuindo para o que pode ser uma crise intitucional na montadora.










