Uma estrutura óssea que aflorou no solo de uma plantação de soja no estado de Michigan, nos Estados Unidos, revelou o esqueleto praticamente intacto de um mamute que morreu há aproximadamente 11.000 anos. O proprietário da fazenda, James Bristle, encontrou a estrutura enquanto trabalhava a terra e, inicialmente, pensou que fosse parte de uma velha cerca de madeira, segundo o jornal Washington Post.
Pesquisadores confirmaram que os restos eram de um mamute, não de um mastodonte — animal cujos fósseis são mais abundantes na região. Quase todos os ossos estavam preservados no local, o que torna o achado um dos esqueletos mais completos já encontrados na área.
A descoberta ocorreu em 1º de outubro de 2015, durante uma avaliação do professor Daniel Fisher, da Universidade de Michigan.
Uma teoria que ganha força com a descoberta
Daniel Fisher avaliou o sítio escavado e propõe que humanos que viviam na Era do Gelo podem ter abatido o animal. Segundo a teoria, eles teriam depositado o cadáver em um pequeno lago próximo, que funcionaria como reserva de alimento e o preservaria naturalmente pelas condições ambientais da época.
O professor universitário já havia desenvolvido essa hipótese em trabalhos anteriores, mas o esqueleto oferece a oportunidade de testar se o lago serviu como local de armazenamento. Os dados coletados no sítio podem confirmar ou refutar o mecanismo proposto pelo paleontólogo e esclarecer as estratégias de subsistência das populações humanas pré-históricas.
O destino dos ossos depende do proprietário
A lei americana determina que os fósseis descobertos em propriedades privadas pertencem ao dono da terra. James Bristle, portanto, pode manter os ossos, doá-los a instituições de pesquisa ou dar outro destino ao material. A Universidade de Michigan aguarda a decisão de Bristle sobre a transferência dos fósseis para estudo e preservação em acervo científico.










